Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Editorial do Estadão nesta quinta-feira, 22, trata das ameaças de Jair Bolsonaro à democracia, representadas neste momento pelo comparecimento do presidente a uma manifestação que pedia intervenção militar. “A democracia é uma construção permanente, e há várias maneiras de debilitá-la, muito antes da edição de decretos ditatoriais. A democracia é ameaçada quando um presidente usa a visibilidade e a importância institucional de sua cadeira para fazer carga contra outros Poderes, como faz Bolsonaro; é ameaçada quando militantes virtuais, alguns com assento no Palácio do Planalto, confundem a opinião pública com mentiras as mais diversas para desmoralizar a oposição e o contraditório, imprescindíveis para a saúde democrática; e é ameaçada quando o presidente sistematicamente criminaliza a política, sugerindo que a ‘vontade do povo’ é exclusivamente por ele representada e deve ser atendida sem qualquer discussão”.

Outro editorial fala sobre um recorde negativo que o Brasil pode atingir: “O Brasil poderá enfrentar um novo e desastroso recorde de recuperações judiciais, como efeito da retração econômica, segundo especialistas citados ontem pelo Estado. Maior desemprego e maior dificuldade para a reativação da economia serão as consequências mais previsíveis, se as projeções se confirmarem. Mais de 2,5 mil empresas poderão entrar em recuperação, como efeito da crise atual, se o Produto Interno Bruto (PIB) encolher 5% em 2020, de acordo com estimativa da consultoria especializada Alvarez & Marsal (A&M). O último recorde ocorreu em 2016, quando houve 1,8 mil solicitações de proteção à Justiça. Foi o segundo ano da recessão iniciada na fase final da gestão petista. Naquele biênio a produção diminuiu 3,5% e em seguida 3,6%, num dos piores desempenhos, talvez o pior, do período republicano.”

O jornal discute também a necessidade do governo federal olhar para a população mais pobre. “O governo federal diz estar atento a essa parcela mais desprotegida da população. O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, disse que a maior parte dessas pessoas será atendida por aplicativos e pelo site criados pela Caixa Econômica Federal em abril. Medidas alternativas para que o auxílio emergencial chegue aos que continuarem sem acesso à ajuda emergencial começarão a ser colocadas em práticas em maio. Só em maio?”

Tudo o que sabemos sobre:

Editorial Estadão