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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial deste domingo, 26, do Estadão compara os cenários políticos do Brasil de janeiro de 1919 a, quando o jornal defendia mais uma candidatura presidencial de Rui Barbosa como “uma forma de protestar contra os arranjos oligárquicos e militaristas que degradavam a então jovem democracia republicana”, com a situação política atual. Rui Barbosa, na época, era visto como um “outsider” por fazer campanha se dirigindo aos eleitores.

“Passados cem anos, o País parece ainda prisioneiro de arranjo semelhante – mas o outsider, quanta diferença! Em vez de um Rui Barbosa, que no palanque fez os brasileiros verem a importância do exercício da cidadania e das políticas sociais, temos um Jair Bolsonaro, que representa os inconformados com a democracia”, diz o texto.

“Entre a campanha de 1919 e a campanha de 2019, a degringolada é evidente. Com raros intervalos nesse período, em que tivemos lideranças lúcidas e conscientes de seu papel no comando político do Brasil, a trajetória, de Rui Barbosa a Jair Bolsonaro, é a de um País em que a República parece ser quase um mal-entendido. A utopia, essência da política e tão bem traduzida nas palavras de um Rui Barbosa, transforma-se em farsa quando enunciada por um Jair Bolsonaro. A utopia bolsonariana não é a da democracia plena, a da realização do potencial do País e a do aperfeiçoamento nacional, fruto de amplo debate democrático; é, ao contrário, a promessa de um mundo em que tudo se resolve pela vontade do líder, que se confunde com a do “povo”.

Em outro texto deste domingo, o Estadão destaca a enorme perda de filados que os partidos políticos estão enfrentando. “Em dois anos, os partidos políticos perderam 1 milhão de filiados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em março de 2018, as legendas tinham, ao todo, 16,6 milhões de filiados. Em março deste ano, eram 15,6 milhões de pessoas registradas em algum dos 32 partidos em funcionamento no País. Tal esvaziamento é mais um sintoma da disfuncionalidade do atual sistema partidário”, diz o editorial.

Outro editorial mostra como o mercado de trabalho será arrasado pelos efeitos do coronavírus sobre a economia.

“A destruição de postos de trabalho e a corrosão da renda dos que conseguirem manter alguma ocupação remunerada durante a pandemia do novo coronavírus serão as mais devastadoras desde que algumas das principais instituições de pesquisa elaboram estatísticas confiáveis sobre o mercado de trabalho. E a herança desse período será também dolorosa: a superação da crise do emprego e da renda será lenta”.

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