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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta terça-feira, 27, editorial do Estadão demonstra preocupação com a condução da Polícia Federal desejada por Jair Bolsonaro. “É gravíssimo. Não se trata apenas de ter controle sobre eventuais investigações acerca das atividades suspeitas de seus filhos, mas de exercer influência sobre eventuais investigações a respeito das atividades de adversários políticos do presidente. Numa democracia, uma Polícia Federal não pode ser controlada dessa forma pelo governo, pois se transformaria em polícia política.”

O jornal também discute o futuro do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Acuado por investigações e ameaçado por graves denúncias, o presidente Jair Bolsonaro decidiu conter o desmoronamento de seu governo e prestigiar o ministro da Economia, Paulo Guedes, seu fiador diante do mercado e trava de segurança contra um surto de pânico financeiro. ‘O homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes’, disse o presidente, ontem de manhã, na saída do Palácio da Alvorada. Ninguém pode dizer quanto tempo essa disposição vai durar. No fim de semana o ministro ainda era apontado por analistas políticos e por fontes do mercado como a provável bola da vez, depois da saída do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro.”

Em seu terceiro editorial, o Estadão trata da situação da Argentina ante o acordo do Mercosul com a União Europeia. “A decisão unilateral da Argentina de se retirar das negociações de acordos comerciais conduzidas pelo Mercosul – com exceção das já concluídas, mas ainda não formalizadas, com a União Europeia (UE) e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) – abala um dos pilares do bloco econômico-comercial do Cone Sul. Embora o governo argentino deixe claro que não será obstáculo às negociações realizadas pelos demais membros do bloco, sua decisão rompe uma das principais regras do Mercosul, a de que os tratados comerciais só podem ser fechados se todos os integrantes do bloco concordarem.”

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