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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quinta-feira, 30, o Estadão faz um pedido diante das mais de 5 mil mortes por coronavírus no País: fique em casa. “Enfrentar a pandemia não é uma atribuição exclusiva do poder público. É crescente o número de pessoas nas ruas, como se um vírus mortal não estivesse em circulação. Não se trata, claro, dos encarregados de realizar serviços essenciais, que necessariamente não podem ficar em casa, mas daqueles que deixam o isolamento por incivilidade, egoísmo e autoconfiança irresponsável. Este grupo será tão responsável pelo colapso do sistema público de saúde – e pelo aumento de mortes – quanto qualquer autoridade desajuizada. Neste sentido, em nada ajuda a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de liberar testes rápidos para detecção de covid-19 em farmácias. A baixa confiabilidade destes testes pode estimular comportamentos de risco. À falta de adesão espontânea ao isolamento, não será surpresa se governadores e prefeitos tiverem de recorrer a medidas mais duras para salvar vidas. Os que podem, fiquem em casa.”

O jornal também trata da decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a PF. “Depois dos reveses no Supremo, o presidente Bolsonaro decidiu afinal anular a nomeação de Alexandre Ramagem. No entanto, a julgar por seu comportamento desde a posse, há pouco mais de um ano, não será surpresa se Bolsonaro voltar à carga, testando a disposição do Congresso e do Judiciário de fazer valer os limites constitucionais ao poder presidencial. É preciso deixar claro para o presidente que seus desejos não adquirem automaticamente o status de lei, como é nas ditaduras; em uma democracia, o presidente deve demonstrar, de forma cristalina, que suas escolhas são voltadas para a preservação do bem comum, e não movidas por inconfessáveis interesses privados.”

Ainda traz um editorial que alerta para o risco de retomar a economia muito rápido, como parece desejar Jair Bolsonaro. “Além disso, se os negócios forem reativados de forma precipitada, o rebote da epidemia e da crise econômica poderá ser muito grave. O presidente da República, outros políticos, muitos empresários e até trabalhadores parecem desconhecer ou desprezar esse risco, apontado por epidemiologistas e levado em conta por analistas econômicos de respeito.”

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