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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial dos Estadão desta sexta-feira, 1, aproveita a data para propor uma reflexão sobre o significado do trabalho na atualidade. “A Constituição de 1988 define, entre os fundamentos da República Federativa do Brasil, os valores sociais do trabalho e da livre-iniciativa. O trabalho é alicerce do Estado porque antes é alicerce da sociedade, da família e do próprio indivíduo. A atividade laboral é muito mais que uma fonte de renda. Ela é expressão e construção da dignidade e da liberdade humana. Privar alguém de seu trabalho é limitar sua autonomia e sua participação na sociedade.”

Também repercute o aumento na taxa de desemprego no Brasil. “A existência, no primeiro trimestre do ano, de 27,6 milhões de pessoas desocupadas, subutilizadas ou desalentadas por falta de oportunidade de ocupação remunerada é, por si só, um retrato dramático do mercado de trabalho no Brasil. Mas ainda não reflete o real impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a economia do País e sobre a vida dos brasileiros, a começar pelas condições do trabalho que garante a renda necessária para a sobrevivência de cada um e a de seus familiares.”

E aborda o que chama de “cegueira ética” ao tratar das acusações de interferência feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro em relação ao presidente Jair Bolsonaro. “Vale lembrar que o presidente Bolsonaro não foi acusado pelo ex-juiz da Lava Jato de mero equívoco pontual. Sérgio Moro relatou que o presidente da República vem tentando há meses abdicar de um ponto central do combate ao crime e à impunidade: a isenção do Estado na investigação criminal. Ou seja, caso prevalecesse o jeito com que Jair Bolsonaro deseja tratar a PF, segundo revelou Moro, e o ministro do STF Alexandre de Moraes ratificou em despacho liminar, a Operação Lava Jato, por exemplo, não teria sido capaz de alcançar os resultados obtidos. Essa foi a revelação que Sérgio Moro fez ao País no dia 24/4 e, ainda assim, 1/3 da população continua aprovando o governo de Jair Bolsonaro.”