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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão deste sábado, 2, aponta que o presidente Jair Bolsonaro age como se ainda estivéssemos sob a Constituição de 1824 e como se ele fosse o imperador. “Bolsonaro não se conforma que outros Poderes limitem o seu, como aconteceu na quarta-feira passada, 29, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo da família presidencial, para chefiar a PF, em razão de evidente desvio de finalidade. “No meu entender, uma decisão política. Política!”, esbravejou Bolsonaro, tentando desqualificar a decisão do ministro Alexandre de Moraes.”

Também cita que enquanto o ministro da Educação se vê às voltas com a Justiça, o Conselho Nacional de Educação age com responsabilidade. “No mesmo dia em que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de inquérito contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, por prática de racismo contra o povo chinês, o Conselho Nacional de Educação (CNE) tomou duas importantes decisões em favor dos estudantes do ensino infantil e básico, para evitar que sejam prejudicados por causa da pandemia da covid-19.”

E sai em defesa das declarações do ex-ministro Sérgio Moro ao pedir demissão do cargo. “Diante dos fatos expostos pelo ex-juiz da Lava Jato, é preciso reconhecer que ele não podia se calar. O que Sérgio Moro expôs não foram divergências políticas. Tampouco ele, ao sair do Ministério da Justiça, defendeu ideias e propostas políticas pessoais. Sérgio Moro relatou reiteradas tentativas de interferência política na Polícia Federal (PF) pelo presidente da República.”