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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta terça-feira, 5, avisa que não é hora de flexibilizar medidas de isolamento social, já que a curva tende a crescer no mês de maio. “Na semana em que o Brasil atingiu a triste marca de 100 mil casos confirmados de covid-19, com mais de 7 mil mortos, o presidente Jair Bolsonaro resolveu condenar, mais uma vez, as medidas de distanciamento social determinadas por governadores e prefeitos, como o fechamento do comércio não essencial, escritórios, indústrias e escolas. Por meio de suas redes sociais, Bolsonaro afirmou que tais medidas foram ‘praticamente inúteis’ para conter o avanço da doença no País, sem apresentar ao distinto público qualquer evidência científica que sustentasse sua perigosa asserção.”

O jornal também fala dos tristes ataques sofridos por seus jornalistas no último domingo, durante manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro.  “Os camisas pardas do bolsonarismo vestem verde e amarelo. As cenas de selvageria protagonizadas por esses delinquentes travestidos de patriotas durante manifestação com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, ao agredir o repórter fotográfico do Estado Dida Sampaio e outros profissionais de imprensa, envergonham a Nação.”

O resultado nas finanças púbicas pós pandemia é tema do terceiro editorial do matutino. “O Brasil chegará ao fim do ano com um rombo de R$ 600 bilhões nas finanças públicas, sem contar os juros, segundo projeção do Ministério da Economia. O déficit será cerca de cinco vezes o estimado no começo de 2020. Mas nas contas de março os efeitos da pandemia ainda são pouco visíveis. Pelos cálculos do Tesouro, em março o governo central teve um déficit primário de R$ 21,2 bilhões, muito parecido, em termos nominais, com o de um ano antes, de R$ 21,1 bilhões. O resultado teria sido pior sem o adiamento de algumas despesas, como precatórios, normalmente pagas no fim do primeiro trimestre. Mas esse detalhe faz pouca diferença diante das consequências fiscais da covid-19. Com a redução do Produto Interno Bruto (PIB), a receita será menor, e, com a política anticrise, os gastos crescerão, assim como o déficit e a dívida pública.”

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