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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 5, editorial do Estadão trata da “tática” de Jair Bolsonaro ao criticar decisões dos outros Poderes. “Ao criticar decisões do Legislativo e do Judiciário que lhe desagradam, o presidente Jair Bolsonaro raramente traz argumentos relativos ao mérito da questão. Em geral, a fala de Bolsonaro consiste em denunciar uma suposta subtração dos poderes do presidente da República. Nessas críticas, nota-se um clima de perseguição pessoal. As decisões do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) contrárias ao governo federal são vistas como ofensas pessoais por Jair Bolsonaro. Eleito com uma campanha antissistema, ele seria perseguido continuamente pelo tal “sistema”, interessado em não deixá-lo governar.”

O matutino também discute o reflexo que os atos de Jair Bolsonaro têm nas Forças Armadas. “Certamente é do mais absoluto interesse dos comandantes militares do País preservar a imagem de respeito e dedicação à Constituição, sem falar nos princípios civilizatórios. Se assim é, urge deixar claro que um presidente que ataca a imprensa diariamente – e manda jornalistas calarem a boca, como fez ontem com duas repórteres que insistiram, ora vejam, em lhe fazer perguntas – não representa os valores dos quartéis; urge deixar claro que Bolsonaro, ao desdenhar seguidamente dos mortos na pandemia de covid-19, agride princípios humanitários compartilhados pelos militares; urge deixar claro que tratar os Poderes Judiciário e Legislativo como inimigos e estimular manifestações golpistas, como fazem Bolsonaro e os bolsonaristas a todo momento, ofende a ordem democrática que os militares juraram respeitar; urge, por fim, deixar claro que as grosserias de Bolsonaro demonstram que ele nada aprendeu nas aulas sobre respeito e civilidade ministradas nas escolas militares.”

Outro editorial trata do acordo entre Bolsonaro e o Centrão. “Jair Bolsonaro não é o primeiro presidente da República que quebra uma promessa de campanha e seguramente não será o último. Mas sua tentativa de cooptação parlamentar é particularmente curiosa porque desmente e renega o “mito” do grande saneador da política brasileira e impõe a seus defensores um pesado exercício de equilibrismo retórico para explicar a justeza de uma prática até então ferozmente rechaçada. Nos moldes em que vem sendo construída, a coalizão pretendida por Bolsonaro é frágil e poderá frustrá-lo. O País conhece esta história.”

 

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