Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta quinta-feira, 6, questiona: por que Jair Bolsonaro tinha tanto interesse em trocar o comando da Superintendência da PF no Rio? “Essa pergunta, que agora consta oficialmente em inquérito policial, terá de ser respondida pelo presidente Bolsonaro mais cedo ou mais tarde. Melhor para o País que seja mais cedo, para que fiquem logo afastadas as suspeitas de que o presidente pretendia interferir na estrutura da PF, em especial no Rio de Janeiro, Estado que concentra seus interesses políticos e familiares, ora expostos em investigações constrangedoras para o clã presidencial.”

O jornal também critica a decisão da Câmara sobre o projeto de auxílio emergencial para Estados e municípios. “Nociva em tempos normais, a maneira despudorada com que parcela não desprezível dos congressistas costuma decidir sobre o destino do dinheiro público pode ser ruinosa para o País no momento em que os recursos humanos, materiais e financeiros deveriam ser canalizados prioritariamente para salvar vidas ameaçadas pela covid-19. Sem nenhum pejo, porém, e desconectada da grave realidade dos brasileiros, essa parcela – agora amiga íntima do governo do presidente Jair Bolsonaro e sua parceira em transações com recursos orçamentários – agiu decididamente para que a Câmara dos Deputados desfigurasse o projeto de auxílio financeiro para Estados e municípios e nele incluísse benefícios para várias categorias de servidores.”

O terceiro editorial lembra que a situação das indústrias no Brasil não era boa. Apenas ficou pior com o advento da pandemia. “Sem ilusões, é preciso reconhecer o mau estado da indústria – e da economia nacional – antes da chegada do novo coronavírus. Não se trata de menosprezar o impacto da pandemia, mas de olhá-lo sem perder a perspectiva. Primeiro ponto: os danos econômicos ocasionados pela covid-19 foram sem dúvida consideráveis. Com o isolamento social, a redução do consumo, as mudanças nas condições de trabalho e as novas incertezas, a produção industrial caiu 9,1% de fevereiro para março. Com essa queda, aproximou-se do nível de agosto de 2003 e ficou 24% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011. Houve perdas em todas as grandes categorias de produtos e em 23 dos 26 segmentos empresariais cobertos pela pesquisa. Em relação a março de 2019 o recuo foi de 3,8%. Isso conduz ao segundo ponto e à indispensável perspectiva realista.”

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