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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta sexta-feira, 7, classifica como “deslealdade” a  “estratégia” de Jair Bolsonaro de pressionar o presidente do Supremo, Dias Toffoli, para ajudar em sua “cruzada” contra as medidas de isolamento social. “Na encenação mequetrefe que protagonizou, e para a qual arrastou o chefe do Poder Judiciário, o presidente Bolsonaro pretendia afetar preocupação com a economia do País, duramente prejudicada pela pandemia. Na verdade, sua única preocupação, como sempre, era com a manutenção de seu capital eleitoral, que míngua à medida que a inédita crise avança.”

O novo corte na taxa Selic decidida pelo Copom também é tema de editorial do jornal. “Crise econômica e insegurança política são duas grandes balizas citadas pelo Banco Central (BC) ao anunciar nova redução dos juros. A retração dos negócios, neste momento, e o risco de uma farra nas contas públicas, depois da covid-19, estiveram na pauta. O corte da taxa para 3% ao ano foi uma resposta – mais forte que a prevista por boa parte do mercado – ao impacto econômico da pandemia. Segundo o comunicado, os dados de abril apontam uma contração bem mais severa que a estimada em março, na reunião anterior do Copom, o Comitê de Política Monetária do BC. A ideia, de acordo com a nota, foi prover um estímulo ‘extraordinariamente elevado’, embora menor, de acordo com o informe, que o proposto durante o debate por dois membros do comitê. A decisão, no entanto, foi unânime.”

O jornal também faz críticas à atuação do ministro da Saúde, Nelson Teich, que trata como futura uma pandemia que já está assolando a vida de milhares de brasileiros “‘Perdido’, como o avaliam secretários estaduais de Saúde, parlamentares e autoridades do Sistema Único de Saúde (SUS), Nelson Teich é o retrato de um governo que deliberadamente abdicou de sua responsabilidade de coordenar as ações de enfrentamento da pandemia de covid-19 no País. A sociedade não reconhece mais uma voz nacional de comando nessa missão. E quando uma palavra emana de Brasília, em geral, é para se contrapor às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de governadores, prefeitos e da comunidade científica.”

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