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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste sábado, 9, editorial do Estadão trata do “grupo de brucutus” que montou acampamento em frente ao Congresso Nacional e que, durante um protesto no último domingo, agrediu jornalistas do matutino. “Um grupo de brucutus apoiadores do presidente Jair Bolsonaro – chamados ‘300 do Brasil’ – armou acampamento no entorno da Praça dos Três Poderes para organizar uma invasão ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os camisas pardas do bolsonarismo, que agora vestem verde e amarelo e roupas camufladas, programam uma marcha sobre Brasília neste fim de semana. ‘Nós temos um comboio organizado para chegar a Brasília até o final desta semana. Pelo menos uns 300 caminhões, muitos militares da reserva, muitos civis, homens e mulheres, talvez até crianças, para virem para cá e darmos cabo dessa patifaria’, ameaçou Paulo Felipe, um dos líderes da milícia acampada, em vídeo divulgado em uma rede social.”

O jornal também discute o círculo vicioso que pode levar a alegação de “motivo de força maior” para o não-pagamento de débitos durante a pandemia. “A Advocacia-Geral da União (AGU) classificou a pandemia como força maior e recomendou que os contratos firmados por concessionárias e governo sejam repactuados, para evitar uma enxurrada de ações judiciais. O Banco Central (BC) afirmou que, se o princípio da força maior for endossado de modo indiscriminado pelos tribunais, os contratos deixarão de ser cumpridos e a incerteza jurídica se disseminará no setor privado e no sistema de concessões de serviços públicos. Como não há no Judiciário jurisprudência consolidada definindo se uma pandemia como a covid-19 pode ser classificada como “evento de força maior”, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou aos juízes que, antes de julgar os litígios impetrados com base nesse princípio, estimulem as partes a entrar em negociação. Com isso, a multiplicação de decisões discrepantes causadas por interpretações do princípio da força maior, na Justiça, poderia ser contida.”

O terceiro editorial trata da possível queda de preços provocada pela crise. “Com a queda de 0,31% em abril, a segunda maior da história, o

, que baliza a política de metas inflacionárias do Banco Central (BC), acumula alta de 0,22% no primeiro quadrimestre do ano e de 2,40% em 12 meses. Esta última variação já está abaixo do piso de tolerância da política de metas do BC, de 2,5% (a meta é de 4,0% em 2020), e tende a cair nos próximos meses. O próprio BC já admite que a inflação de 2020 pode ficar em 2,0%. Analistas do mercado financeiro, porém, preveem nova redução do IPCA em maio, provavelmente maior, de modo que já surgem projeções de que a inflação no ano ficará abaixo de 2%.”

 

 

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