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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta terça-feira, 12, critica Jair Bolsonaro por novamente tentar mitigar as medidas de isolamento social. “Se o presidente usa sua destacada posição de principal dirigente da República para, além de debochar dos mortos e dos que estão sofrendo, incitar os cidadãos a ignorar a quarentena imposta por governadores e prefeitos como se fosse desnecessária, não surpreende que muitos o façam. Em vez de inspirar os cidadãos a aceitar a responsabilidade de cada um no enfrentamento da pandemia, o presidente estimula o fracionamento da autoridade – o que, no limite, leva à desobediência e ao caos. Para complicar, o Ministério Público ainda colabora para minar a credibilidade dos governos estaduais e das prefeituras ao criar caso com compras emergenciais de equipamentos médicos, ignorando que, neste momento, eventuais irregularidades, previsíveis numa operação dessa magnitude, são o menor dos problemas diante da urgência urgentíssima.”

O jornal também fala do papel das lideranças políticas na crise. “Como se não bastasse a pandemia do novo coronavírus, o País sofre uma grave e crescente crise política. Observa-se uma situação de instabilidade, impensável para um governo que não completou sequer ano e meio de existência. Ainda mais grave, tem-se uma escalada de ameaça e de afronta à lei e às instituições, incompatível com a Constituição de 1988. No entanto, estranhamente, não se vê manifestação à altura dos partidos políticos – entidades que, em tese, congregam e representam politicamente os interesses da população. Diante dessas graves circunstâncias, que podem trazer sérios danos para o País, não cabe omissão dos partidos e de suas lideranças.”

O terceiro editorial discute os desafios pós-coronavírus. “Tapar buraco será uma das principais atividades do próximo governo, se a piora das contas públicas seguir no ritmo estimado por especialistas do mercado e do Ministério da Economia. Enquanto a epidemia se espalha, as mortes se multiplicam e o chefe do Executivo passeia de jet ski e ataca os demais Poderes, a economia afunda e os três níveis de governo se atolam no déficit fiscal crescente. Novas notícias confirmam a deterioração a cada dia. Prefeitos podem adiar contribuições à Previdência, prejudicando os sistemas municipais de aposentadoria e também o INSS, informou o Estado na segunda-feira. Governos estaduais se endividam e ao mesmo tempo suspendem pagamentos à União. O déficit federal se amplia, as agências de classificação de risco assistem ao espetáculo. Com a deterioração das finanças oficiais, o retorno do Brasil ao grau de investimento, emblema do bom pagador, se torna mais problemático.”

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