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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta sexta-feira, 15, editorial do Estadão trata dos ataques de Jair Bolsonaro à quarentena. Para o jornal, o presidente tenta fazer crer que as medidas de isolamento social são uma “opção” e não um imperativo ante a pandemia de coronavírus. “O presidente Bolsonaro quer fazer crer que o isolamento social, adotado em todo o mundo para conter a pandemia, é uma escolha, e não um imperativo – e essa escolha, aqui no Brasil, seria fruto de maquinações políticas. Ora, é um insulto à inteligência presumir que chefes de Estado ao redor do mundo estejam submetendo seus governados a privações desnecessárias. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por exemplo, estima que 9 das 11 principais economias do mundo terão retração econômica severa e, em vários casos, sem precedentes. O Unicef (Fundo da ONU para a Infância) prevê que o colapso do sistema de saúde aumentará em 1,2 milhão de crianças a conta da mortalidade infantil no mundo nos próximos seis meses. O empobrecimento planetário já é uma realidade – que fica particularmente dramática em países cujos governantes, como Bolsonaro, agem de maneira irresponsável.”

O jornal também discute a situação das universidades diante do atual governo. “A academia, necessariamente aberta e plural, não pode ficar alheia à escalada de ameaças e afrontas à Constituição e às instituições por parte do presidente Jair Bolsonaro. Essa participação cívica não tem nenhuma relação com ser de esquerda, centro ou direita, progressista ou conservador. Tem a ver com a preservação de um bem maior: a liberdade. Toda universidade deve compreender e estimular a diversidade, acolhendo as várias linhas ideológicas. O envolvimento da academia com a vida política do País – especialmente em momentos como o atual, em que o presidente da República faz contínuas provocações contra o Estado Democrático de Direito – é, repita-se, corolário de sua própria missão, como espaço de liberdade.”

Em outro texto, trata com preocupação dos rumos da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Os danos a uma ordem global com sinais de civilização, embora muito imperfeita, poderão ser mais duradouros que os males causados pelo novo coronavírus, se prevalecerem os inimigos do sistema multilateral. O risco se torna mais claro e mais próximo com a decisão do embaixador Roberto Azevêdo de abandonar a chefia da Organização Mundial do Comércio (OMC). Depois de matar muita gente e jogar a economia numa crise talvez sem precedente, a pandemia deverá arrefecer. Além disso, há esperança de uma vacina para aumentar a segurança geral. Mas até a cooperação em questões de saúde poderá ficar mais difícil, nos próximos anos, se os pregadores do populismo nacionalista, liderados pelo presidente americano, Donald Trump, impuserem a lei da força na vida internacional.”

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