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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste sábado, 16, editorial do Estadão comenta o pedido de demissão de Nelson Teich do Ministério da Saúde. E traça um paralelo entre ele e Henrique Mandetta, que deixou a pasta em meio à pandemia de coronavírus. “Qualquer médico que assuma o Ministério da Saúde e queira permanecer no cargo por mais de 15 dias terá que renunciar a esse juramento. Será, portanto, um mau profissional de saúde, que aceitará reduzir o Ministério da Saúde a mero despachante dos patológicos desejos de Bolsonaro. Pior, será um cúmplice de um empreendimento que, sem exagero, já pode ser chamado de social-darwinista – em que a morte por covid-19 é vista como uma forma de depuração da sociedade, pois só abate aqueles que não têm ‘histórico de atleta’.”

O jornal também mantém a defesa do isolamento social como única forma que temos no momento para combater o covid-19. “Enquanto uma vacina ou um tratamento eficaz para a covid-19 não estiverem maciçamente à disposição da população, não há outro meio capaz de preservar vidas a não ser o isolamento. Por mais difícil que seja se manter firme a ele, no momento não há outra medida que possa frear a descontrolada disseminação do novo coronavírus. Isto deve ser dito por pais a seus filhos, por professores a seus alunos, por um amigo a outro, por governantes a seus governados, em suma, por qualquer pessoa sensata que nutra genuína preocupação com seu próprio bem-estar e com o de seus semelhantes.”

Em terceiro texto, o Estadão fala dos perigos de uma gastança desenfreada do Poder Público e como isso pode afetar a recuperação da economia no pós-coronavírus. “Qualquer sinal de gastança pode ser um entrave a mais para a política de juros do Banco Central (BC), modulada como estímulo a uma economia fortemente retraída. Juros baixos contribuem também para aliviar os encargos do Tesouro, facilitando a arrumação das contas públicas e liberando recursos para despesas fundamentais. Mostrar seriedade e responsabilidade é hoje crucialmente importante para evitar custos enormes nos próximos anos. Forçado a gastar e a conceder facilidades fiscais por causa da pandemia e da recessão, o governo deveria deixar bem claro seu compromisso de retorno à austeridade em janeiro, depois de esgotada, legalmente, a fase de calamidade. Mas a sinalização do Palácio do Planalto aponta para o lado oposto, especialmente a partir da aliança do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão. As pressões por maiores gastos já são assunto corrente em Brasília.”

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