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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 18, trata da “estratégia” de Jair Bolsonaro. Enquanto prefeitos e governadores tentam implementar medidas de isolamento social, o presidente vai tentando liberar profissões para flexibilizar as quarentenas. “À medida que governadores e prefeitos de cidades de grande e médio portes são obrigados a ampliar as medidas de isolamento social, adiando a reabertura do comércio, o presidente Jair Bolsonaro vai fazendo o oposto. Depois de ter baixado no dia 7 de maio um decreto que inclui atividades industriais e construção civil como atividades essenciais, em meio ao avanço da pandemia da covid-19, na semana passada ele assinou outro decreto, desta vez incluindo academia de ginástica, salão de beleza e barbearia no rol de serviços essenciais.”

Em outro editorial, o jornal cometa sobre o  debate na Brazil Conference Harvard MIT  entre o diplomata Rubens Ricupero, os ex-chanceleres Celso Lafer, Celso Amorim e Aloysio Nunes, e professor Hussein Kalout. “Com debatedores de trajetórias tão diversas, saltou aos olhos o consenso sobre o desserviço prestado pelo governo. Como lembrou Celso Lafer, os princípios da diplomacia nacional definidos pelo Conselho do Império e corporificados na Constituição de 88 – ‘inteligente sem vaidade, franca sem indiscrição, enérgica sem arrogância’ – têm sido furiosamente subvertidos pela estratégia do confronto que caracterizou a atuação de Jair Bolsonaro como militar, parlamentar, candidato e agora como presidente. ‘Sua diplomacia opera não na base da cooperação, mas do combate. Um combate a inimigos imaginários, fruto de uma visão de mundo que tem muito pouca relação com a realidade.’ Para Aloysio Nunes, essa “tendência fantasmagórica” faz do governo uma “continuidade da campanha eleitoral” que agride os alicerces da diplomacia: a memória institucional (violentada pela ‘tábula rasa’ dos cânones do Itamaraty), o realismo político (substituído por “uma perseguição de quimeras”) e o pragmatismo (degradado pela subserviência, nem ‘sequer aos EUA, mas a Donald Trump’).”

O jornal ainda comenta sobre a avaliação do BC do impacto da pandemia no Brasil. “O primeiro grande tombo da economia brasileira, desde a chegada do novo coronavírus, foi de 5,9%, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Essa foi a queda no mês de março, quando o País começou a reagir aos sinais da pandemia. Com o início do isolamento, a redução do consumo e a perda de ritmo na maior parte dos setores, a atividade caiu para o nível mais baixo desde março de 2009, quando o Brasil enfrentava a recessão causada pelas quebras no mercado financeiro internacional. Numa de suas bravatas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a palavra marolinha para descrever o choque externo. O efeito foi mais parecido com o de uma ressaca, mas sem as mortes trazidas pela ‘gripezinha’ mencionada pelo presidente Jair Bolsonaro. Como no Hemisfério Norte, os primeiros efeitos da covid-19 no Brasil foram prenúncios, até subestimados inicialmente, de milhares de mortes e de grandes perdas econômicas.”

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