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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta terça-feira, 19, mostra preocupação com a notícia que o Brasil pode ser preterido na fila de distribuição de uma eventual vacina. “No fim de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma iniciativa global – Access to Covid-19 Tools (ACT) Accelerator – para promover o desenvolvimento, produção e acesso equitativo a novos diagnósticos, terapias e vacinas contra a covid-19. O Brasil não só não se prontificou a colaborar, como poucos dias depois o presidente da República acusou a OMS de estimular a masturbação e a homossexualidade na primeira infância. Na posição em que está, o País não só perde a oportunidade de colaborar no combate global à pandemia, como corre o risco de ser preterido no processo de distribuição de eventuais vacinas e tratamentos.”

O presidente também é criticado no segundo editorial da publicação, ao mostrar-se conivente com a pior face do corporativismo público. “No dia 6 de maio, o Congresso aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020, congelando salário de servidores pelos próximos 18 meses, tendo em vista a dificílima situação das contas públicas causada pela pandemia do novo coronavírus. O congelamento foi a contrapartida para o repasse de R$ 60 bilhões da União a Estados e municípios. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro posterga a sanção do projeto de lei, dando margem para que sejam concedidos aumentos ao funcionalismo. Além de evidente descaso com o esforço do Legislativo para não agravar ainda mais a situação das finanças públicas, o presidente Jair Bolsonaro mostra-se conivente com a pior face do corporativismo público, que, sem maiores pudores, se aproveita da atual situação do País para expandir seus proventos.”

Em outro texto, fala-se da possível saída do ministro Paulo Guedes, insatisfeito com alguns rumos do governo. “O maior risco para o País é a saída do governo do ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo gestores do mercado financeiro ouvidos em recente pesquisa do Bradesco BBI. O perigo de uma segunda onda do novo coronavírus aparece em seguida na escala das preocupações. Mas por que o ministro deixaria o posto? A resposta a essa pergunta remete ao principal fator de insegurança, o presidente Jair Bolsonaro. Além de prejudicar o combate à pandemia, sua atuação tem provocado péssimos efeitos na economia, elevando a incerteza, assustando investidores e convertendo o Brasil em zona de perigo. Pressionado com frequência pelo presidente, por seus aliados e também por outras figuras do Executivo, o chefe da equipe econômica foi visto no mercado, durante semanas, como a bola da vez no jogo das demissões. Ele sobrevive, mas o temor permanece.”

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