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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial desta quinta-feira, 20 do Estadão trata de comparar as posturas de Donald Trump e Jair Bolsonaro ante a pandemia de coronavírus. “Embora não definitivos, os estudos sobre a cloroquina se mostraram frustrantes. Tudo indica que ela não só não tem efeitos sobre a covid-19, como aumenta os riscos de danos colaterais ao coração, ao fígado, ao rim e à medula. Assim como Trump contraria as orientações das autoridades médicas americanas, Bolsonaro se choca contra os especialistas das associações médicas e do Ministério da Saúde. As sociedades brasileiras de infectologia e de pneumologia, juntamente com a Associação de Medicina Intensiva, assinaram um documento desautorizando o uso da cloroquina como tratamento de rotina. Ontem, a própria OMS alertou para os danos colaterais da droga.”

O jornal também discute como o governo tem falhado no que trata do socorro às pequenas e médias empresas. “Nenhum golpe de gênio impedirá um desastre econômico neste ano, mas os danos poderiam ser menores com um pouco mais de eficiência no desenho e na execução das políticas – por exemplo, no fornecimento de crédito a pequenas empresas. Com menor fôlego financeiro, são as menos capazes de sobreviver a uma crise severa, mas são também a maior fonte de empregos e compõem a maior parte da atividade econômica. Hoje essas empresas precisam de crédito como os doentes mais graves precisam de oxigênio. No entanto, os pequenos negócios têm enorme dificuldade para obter financiamento, como relata o Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Segundo informe recém-distribuído, 86% das pequenas firmas em busca de financiamento ou tiveram seus pedidos negados ou ainda esperavam resposta no começo de maio. A história cobre todo o período desde o início do distanciamento social.”

O jornal discute também a situação dos desmatamentos, meio fora do radar em meio à pandemia do coronavírus. “Nem uma emergência sanitária sem precedentes neste século foi capaz de deter a sanha dos destruidores da Amazônia. Em abril, o som das motosserras e do crepitar das folhas secas soou muito mais alto na região, como há uma década não se ouvia nesta época do ano. Se múltiplas atividades pararam em decorrência da pandemia de covid-19, o desmatamento ilegal da floresta parece seguir o seu curso completamente alheio aos profundos impactos causados pela doença no Brasil e no mundo. Um triste fato que ilustra bem o comportamento irresponsável e leniente do presidente Jair Bolsonaro, que tanto desdenha da gravidade da pandemia – “o Brasil não pode parar” – como faz pouco-caso das preocupações globais com a preservação do meio ambiente.”

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