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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta sexta-feira, 21, pede providências das autoridades contra os “camisas pardas”do bolsonarismo. “Já passa da hora de os ataques contra as instituições democráticas e seus representantes receberem a devida reprimenda do Estado. Este tipo de comportamento nefasto, ora escamoteado sob o manto sagrado da liberdade de expressão, ora praticado em plena luz do dia, sem qualquer tipo de freio moral ou retórico, não pode vicejar no País. Há limites que não devem ser ultrapassados impunemente em uma democracia.”

O jornal discute também a posição de Jair Bolsonaro ante o auxílio para Estados e municípios, deixando o texto correr no Congresso e agora pedindo apoio a seu veto presidencial. “Hipocrisia é sinônimo de falsidade e dissimulação. É forte e, muitas vezes, arriscado afirmar que alguém agiu de forma hipócrita. Tal afirmação envolve quase sempre um juízo sobre aspectos ocultos, de difícil comprovação. Há, no entanto, casos em que, pela simples conduta externa – sem necessidade de inquirir intenções –, se constata a olho nu a hipocrisia de um comportamento. É o que se pôde observar, nas últimas semanas, na conduta do presidente Jair Bolsonaro em relação ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020. Após uma série de idas e vindas, Jair Bolsonaro teve a audácia de pedir, em reunião com os governadores realizada no dia 21 de maio, apoio para a manutenção do veto ao reajuste de algumas categorias do funcionalismo público. Ora, foi o próprio Bolsonaro que contribuiu para a farra dos reajustes em plena pandemia.”

Em terceiro editorial, o jornal trata da situação dos cofres públicos agravada pela pandemia de coronavírus. “Com o pior resultado em 13 anos, a arrecadação federal mostrou em abril os primeiros impactos da crise provocada pelo surto de coronavírus. O governo da União recolheu R$ 101,15 bilhões, 28,95% menos que um ano antes, descontada a inflação. Foi o menor valor para o mês na série registrada a partir de 2007. A receita foi prejudicada pela nova redução da atividade econômica, ainda no início, e por facilidades fiscais concedidas a contribuintes. Em relação a março a queda foi de 7,52%. Esses números são o prenúncio de um ano excepcionalmente ruim para as contas públicas e de enormes problemas de ajuste no próximo ano. Mas esses problemas só estarão na agenda, nos próximos meses, se o toma lá dá cá com os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro permitir manter algum compromisso com a seriedade fiscal.”

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