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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão deste sábado 23, comenta a reação do ministro Augusto Heleno ao encaminhamento de um pedido para apreensão do celular de Jair Bolsonaro para a PGR, como é de praxe. “Assim, o ministro Augusto Heleno elevou à categoria de comunicação oficial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República os libelos golpistas que circulam nas fétidas redes sociais bolsonaristas, que passaram o dia de ontem a demandar nada menos que o fechamento do Supremo Tribunal Federal – sob a hashtag ‘Heleno já tá na hora’. Nada disso é por acaso: a nota oficial de teor sedicioso e a campanha de ódio contra o Supremo se anteciparam à decisão do ministro Celso de Mello de autorizar a divulgação, na íntegra, da reunião ministerial que, segundo o ex-ministro Sérgio Moro, comprova a tentativa do presidente Bolsonaro de interferir na Polícia Federal, entre outras barbaridades deste desgoverno.”

O jornal também destaque pesquisa que mostra que a população ainda acredita no isolamento social como melhor forma de combate ao coronavírus. “O isolamento social continua sendo percebido pela esmagadora maioria da população como a medida mais eficaz para conter o avanço descontrolado do novo coronavírus e, assim, poupar vidas. A mais recente pesquisa XP/Ipespe, divulgada na terça-feira passada, mostrou que 76% dos entrevistados veem o isolamento como ‘a melhor forma de prevenir e tentar evitar o aumento da contaminação pelo novo coronavírus’. É muito bom constatar que tantos brasileiros levam em conta as vozes da ciência, da razão, dando o devido valor às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de epidemiologistas e de governadores e prefeitos ciosos de suas responsabilidades no enfrentamento da pandemia. Entretanto, não se pode deixar de registrar que o apoio à medida, embora siga bastante forte, apresenta uma tendência de queda. Nas três sondagens realizadas pelo instituto de pesquisa em abril, nos dias 1o, 15 e 22, o isolamento social era defendido por 80%, 79% e 77% dos entrevistados, respectivamente.”

Em terceiro editorial, a publicação trata do adiamento do Enem. “A nota do Enem é a principal porta de entrada no ensino superior do País. Ao justificar o pedido de adiamento, as universidades apresentaram dois argumentos. Alegaram que, como os alunos da rede pública de ensino médio foram mais prejudicados do que os da rede privada, por causa da política de isolamento social, a manutenção do calendário favoreceria os estudantes mais ricos, aumentando a desigualdade no acesso ao ensino superior gratuito. Também afirmaram que, dada a diferença de qualidade entre o ensino público – que concentra 80% dos alunos do ensino médio – e o privado, a manutenção das datas da prova do Enem feriria o princípio constitucional da igualdade.”

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