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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta quinta-feira, 28, trata da “ignorância” do governo sobre o funcionamento do Supremo e de outras instituições da República. “É evidente, assim, que em momento algum o STF agiu por vontade individual de seus ministros. É evidente, também, que a Corte não tomou qualquer decisão à margem da lei e que aplicou rigorosamente a Constituição, segundo a qual, num sistema republicano e federativo não existe poder absoluto ou ilimitado. Portanto, a reação do presidente e de seu entorno – principalmente o cidadão Heleno – às decisões do STF não procedem. Tais reações carecem de base legal e mostram o nível de desinformação dos que estão à frente do Executivo, bem como sua ignorância sobre o funcionamento das instituições do País.”

O jornal também trata do tema em outro editorial, no qual defende as recentes ações do Supremo contra os “camisas pardas” do bolsonarismo. “Contando com a conivência (quando não com o estímulo) do presidente Jair Bolsonaro, seus camisas pardas travestidos de patriotas têm proferido sistemáticos ataques aos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) porque aquela Corte ousa impedir o arbítrio bolsonarista. Sem serem advertidos por seu líder de que tal comportamento não condiz com a vida numa sociedade democrática, esses celerados defendem o fechamento do Supremo em manifestações das quais participa o próprio presidente. Não bastasse isso, ministros de Estado ansiosos por se provarem mais bolsonaristas que Bolsonaro expressam sua hostilidade ao Supremo, seja desejando ver seus ministros presos, seja advertindo do risco de ruptura institucional caso a Corte continue a fazer seu trabalho de impor limites ao presidente conforme a Constituição.”

Em terceiro texto, o Estadão vê com preocupação os dados econômicos do Brasil diante da pandemia de coronavírus. “Com mais de 860 mil empregos formais liquidados em abril, o Brasil se qualifica sem dificuldade entre os países latino-americanos com pior desempenho econômico na crise da covid-19. Enquanto o vírus se espalha e as mortes se multiplicam, pioram as projeções econômicas para a região. Pioram, além disso, as expectativas para os anos seguintes. Mesmo com alguma recuperação a partir do segundo semestre de 2020, os efeitos da crise global serão persistentes nesses países, segundo avaliação divulgada nesta semana pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla original em inglês), com sede em Washington. Esse órgão é mantido por cerca de cinco centenas de grandes instituições financeiras de todo o mundo, incluídos os maiores bancos brasileiros.

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