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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta sexta-feira, 29, mostra preocupação com os números do mercado de trabalho afetado pela pandemia de coronavírus. “Contaminado pelo coronavírus, o mercado de trabalho fechou 4,9 milhões de vagas e acumulou recordes sinistros no trimestre móvel encerrado em abril. A população ocupada encolheu 5,2% e a massa de rendimentos diminuiu 3,3% em relação ao trimestre de novembro a janeiro. As duas variações foram as maiores da série iniciada em 2012. Com R$ 7,3 bilhões a menos na massa de rendimentos, o poder de consumo se reduziu, tornando mais fraca uma economia já em marcha lenta em janeiro e fevereiro, antes do primeiro impacto da pandemia. O desemprego de 12,8 milhões de trabalhadores no período de fevereiro a abril é um dos efeitos iniciais do surto de covid-19. Esse contingente corresponde a 12,6% da população economicamente ativa. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”

O jornal também trata dos caminhos que a Europa está seguindo em busca da recuperação. “A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, propuseram a criação de um fundo de recuperação de € 500 bilhões para a União Europeia (UE). A proposta é inovadora, já que os recursos seriam levantados por meio do endividamento da Comissão Europeia no mercado de capitais e seriam distribuídos na forma de subsídios e não de empréstimos. Os 27 países-membros precisarão concertar os critérios de distribuição e o mecanismo de reembolso à UE. Mas a proposta é já uma quebra dos paradigmas europeus e pode inspirar outros programas ao redor do mundo.”

O jornal também trata do último arrombo de Jair Bolsonaro, que após a operação que aprendeu eletrônicos de blogueiros e empresários bolsonaristas disse que não aceitará “mais dias” como o de quarta-feira. “Como é certo que teremos muitos outros dias como esse, das duas uma: ou o presidente não fará nada, posto que numa democracia nada há a fazer a não ser respeitar as ordens judiciais, ou partirá para a desobediência – prenúncio de um golpe que muitos bolsonaristas desejam ardentemente deflagrar. Para o deputado Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente, o segundo cenário é o mais provável. Referindo-se a “um momento de ruptura”, disse: ‘Não é mais uma questão de se, mas de quando isso vai acontecer’.

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