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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 1, aborda os perigos da disseminação de notícias falsas. “O tema das fake news está na ordem do dia no Brasil e nos Estados Unidos não é de hoje. Ganhou especial relevância nos últimos meses porque ambos os países realizarão eleições neste ano. Mas não preocupa só por isso. Primeiro, em meio a uma emergência sanitária como a pandemia de covid-19 notícias falsas podem matar. Segundo, tanto o presidente Jair Bolsonaro como o presidente Donald Trump adotaram as fake news, as distorções da verdade factual e os ataques à imprensa profissional como estratégias de governo, não apenas táticas para vencer eleições.”

Também faz um balanço econômico da crise sanitária provocada pelo novo coronavírus e política, causada pelo presidente Bolsonaro. “Contas externas sustentáveis dependem, no caso do Brasil, das exportações do agronegócio e da confiança do investidor estrangeiro. As vendas de alimentos e matérias-primas de origem agropecuária continuam robustas, apesar das agressões verbais a alguns dos compradores mais importantes, incluída a China. Além disso, a crise ocasionada pela pandemia tem contribuído para a redução dos gastos externos. As despesas líquidas com viagens, por exemplo, foram em abril 91,2% menores que as de um ano antes e ficaram em US$ 90 milhões. Isso contribuiu de forma importante para o déficit na conta de serviços bater em US$ 1,2 bilhão, com recuo de 63,4% em relação ao valor de abril de 2019, segundo o Banco Central.”

E cita situações em que o presidente cedeu a pressões corporativistas. “O presidente Jair Bolsonaro diz-se preocupado com a economia e com quem precisa trabalhar para ‘levar o leite dos seus filhos, o arroz e o feijão para sua casa’. Também tem dito que não será possível continuar socorrendo Estados e municípios, numa espécie de preocupação repentina com a saúde das finanças públicas. Tudo isso é o que o presidente diz. O que ele faz é completamente diferente. Em plena pandemia, com uma gravíssima retração da economia, do emprego e da renda das famílias, Jair Bolsonaro valeu-se de sua caneta presidencial para assinar medida provisória (MP) concedendo aumento a policiais civis e militares do Distrito Federal (DF). É um acinte, uma completa imoralidade com a população brasileira.”