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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 3, editorial do Estadão lembra, assim como fez o ministro Celso de Mello, que faz parte das obrigações de todo homem público (e de todo cidadão) cumprir as ordens da Justiça. “Deveria ser desnecessário enfatizar essa obrigação, que é de todos os cidadãos, a começar pelo chefe de Estado. Mas, nestes tempos estranhos, nunca é demais lembrar que descumprir uma ordem emanada do Supremo equivale a desrespeitar a Constituição. Mais do que isso: Celso de Mello, lembrando as palavras do deputado Ulysses Guimarães por ocasião do encerramento da Assembleia Constituinte, advertiu que descumprir ou afrontar a Constituição é ato de traição – e ‘traidor da Constituição’, disse Ulysses, ‘é traidor da Pátria’.

O jornal também discute como a postura de Bolsonaro tem afastado os investidores estrangeiros do Brasil. “Susto nos mercados, fuga de capitais e dólar em alta têm prejudicado os emergentes em todo o mundo, mas o Brasil foi “o país que mais sofreu com a desvalorização cambial”, disse o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em depoimento no Congresso. Em disparada, a moeda americana tem pressionado os custos empresariais, corroído os lucros e inflado a dívida externa de muitas companhias. Mas por que este país tem sofrido mais que outros? A resposta é dada por economistas estrangeiros, investidores de fora e grandes órgãos da imprensa internacional: o principal espantalho do capital externo mora no Palácio da Alvorada e seu nome é Jair Messias Bolsonaro.”

Outra discussão levantada pela publicação em seus editoriais é como o governo abandonou as importantes reformas estruturais. “A pandemia da covid-19 não é desculpa para negligenciar as reformas estruturais. Em primeiro lugar, muito antes de se ter no País o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus, o presidente Bolsonaro já protelava a agenda reformista. Em segundo, a pandemia não foi óbice para que ele levasse adiante assuntos completamente estranhos à questão sanitária, como a mudança, sem nenhuma razão plausível, do diretor da Polícia Federal Maurício Valeixo. Se o governo pode cuidar de interesses familiares e de amigos, não há motivo para não se dedicar às reformas, que interessam a todos os brasileiros.”

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