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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta sexta-feira, 4, trata da tentativa de Donald Trump e Jair Bolsonaro de classificar manifestações oposicionistas como “terroristas”. “Não por acaso, Donald Trump e Jair Bolsonaro são os únicos presidentes que classificam os manifestantes como ‘terroristas’ porque a nenhum dos dois interessa o crescimento dessas manifestações, que não só podem, como irão, mais cedo ou mais tarde, revelar críticas às suas administrações. No Brasil, aliás, isto já está ocorrendo. Aqui, o racismo ainda é uma pauta lateral nos protestos, direcionados em grande medida contra os diuturnos ataques de Bolsonaro contra a democracia e as instituições republicanas. Se povoadas por ‘terroristas’, portanto, justificar-se-ia, na visão da cúpula bolsonarista, o emprego das Forças Armadas para coibir tais manifestações, o que é um completo absurdo. Eventuais crimes praticados nestes atos são de competência das polícias estaduais, não das Forças Armadas.”

O jornal discute também um outro problema que aflige o País, a perda de águas tratadas. “O lento avanço do índice de atendimento da população com serviços públicos de fornecimento de água e de coleta de esgotos consolida o saneamento básico como uma das infraestruturas mais atrasadas do País e torna duvidoso o cumprimento da meta de universalização dos serviços até 2033, como previsto no Plano Nacional de Saneamento Básico. Mas, além de se caracterizar pela notória lentidão na expansão dos serviços – em razão de problemas variados, inclusive institucionais –, o sistema é marcado pela baixa eficiência. A ineficiência onera seus custos operacionais, transferidos em boa parte para os consumidores na forma de tarifas mais altas ou de perda de qualidade dos serviços por atraso nos investimentos.”

Outro editorial discute como a política ambiental de Bolsonaro tem sido um gol contra um país. E a favor do protecionismo do setor agrícola europeu. “Especialista em manchar a imagem do Brasil, o governo Bolsonaro acaba de marcar mais um gol contra o País. O protecionismo europeu, especialmente forte no setor agrícola, teve o ponto contado a seu favor. O Parlamento holandês aprovou moção contra o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Assinado há quase um ano, depois de negociado por duas décadas, o pacto só valerá depois de ratificado por todos os países participantes. Se o protecionismo prevalecer, também Argentina, Paraguai e Uruguai, sócios do bloco sul-americano, pagarão pela política antiambiental do governo brasileiro.”

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