Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão deste sábado traz o pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt para discutir as atitudes de Jair Bolsonaro. Em especial a tentativa do presidente em classificar protestos contra o seu governo como atos “terroristas”. “Escritas há cinco décadas, essas palavras são de uma atualidade preocupante quando relidas à luz do que disse o presidente Jair Bolsonaro na quinta e na sexta-feira passadas, sobre os atos convocados por diferentes órgãos da sociedade civil para protestar contra as manifestações semanais de bolsonaristas em favor de uma ditadura militar por ele chefiada. Nas lives de que participou e nos discursos que fez nesses dois dias, Bolsonaro comportou-se como se o ensaio de Hannah Arendt tivesse sido escrito com base em suas falas. ”

Discute também o aumento dos custos da Educação e como a pandemia de coronavírus pode provocar um rombo sem precedentes no setor. “O impacto da pandemia de covid-19 sobre a formação das novas gerações pode ser mais grave do que se imagina, deixando-as despreparadas para se emancipar intelectual e profissionalmente num período em que a Revolução Industrial 4.0 exige mão de obra cada vez mais especializada. Essa é a advertência de um importante estudo que acaba de ser divulgado pelo Instituto Unibanco e pelo movimento Todos pela Educação.”

O jornal também trata dos recentes números da indústria brasileira, todos apresentando preocupantes quedas. “Brasileiros continuaram comendo, comprando remédios e tentando cuidar da higiene enquanto o coronavírus ocupava o Brasil. Com algum esforço é possível encontrar esses dados positivos no desastroso balanço industrial de abril, primeiro mês inteiramente marcado pela pandemia de covid-19. Em abril a indústria produziu 18,8% menos que em março e 27,2% menos que um ano antes. A queda mensal foi, de longe, a maior da série histórica iniciada em 2020. Com isso se amplia a coleção de recordes sinistros de 2020, como o fechamento de 4,9 milhões de vagas num trimestre e a eliminação de R$ 7,3 bilhões da massa de rendimentos. Os novos dados da crise industrial, recém-divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vieram poucos dias depois de publicada a pesquisa de emprego e desemprego no período fevereiro-abril.”

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