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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta terça-feira, 9, cobra uma postura do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ante os desmandos de Jair Bolsonaro. “Tivesse alguma coragem moral, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, teria pedido demissão ao receber a ordem para esconder os números relativos à pandemia de covid-19. Ao permanecer no cargo e cumprir a absurda determinação, Pazuello não apenas colaborou para desmoralizar ainda mais o Ministério da Saúde, como danificou a imagem das Forças Armadas, já que é militar da ativa e apresentado pelo presidente Bolsonaro como um dos sustentáculos militares de seu governo. Se não é, deveria deixar isso claro.”

O jornal também discute o “arrefecimento” das iniciativas do Planalto por reformas estruturais. “Não sem uma boa dose de razão, os cidadãos veem o Estado como um monumental e ineficiente sorvedouro de recursos públicos, independentemente do matiz político-ideológico do governo de turno. Passa da hora de isso mudar. Uma boa reforma administrativa se impõe porque o Estado precisa ter a medida exata para deixar livre a atuação da iniciativa privada nas muitas áreas em que ela é mais competente e para atuar a serviço do cidadão – não custa lembrar que o Estado não é um fim em si mesmo – com mais racionalidade e eficiência. Como está, enredado por uma espessa teia de estatais, autarquias, bancos, conselhos e fundações, o Estado mal consegue se mover na direção de seu fim maior – a promoção do bem comum -, capturado que está por uma miríade de forças corporativas que sabotam qualquer esforço que venha na direção contrária de seus interesses. Quem haverá de ser o presidente da República a olhar pela sociedade e, enfim, quebrar este círculo pernicioso?”

Em terceiro editorial, o Estadão fala do encontro para discutir a democracia entre Fernando Henrique Cardoso, Ciro Gomes e Marina Silva. “No domingo passado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) participou de um debate com Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) sobre o atual cenário da democracia no País. Em que pesem as profundas diferenças políticas entre os participantes, o que se viu no programa do canal GloboNews foi um diálogo civilizado a respeito da necessidade de unir esforços na defesa da democracia. Se é alvissareira a disposição de deixar momentaneamente as diferenças de lado para proteger um bem maior, ela é também um sintoma da gravidade do momento atual, que exige maturidade e responsabilidade de todos, especialmente das lideranças políticas.”

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