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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 9, editorial do Estadão comenta o “pedido” do presidente do Supremo, Dias Toffoli, para Jair Bolsonaro, para acabar com a “dubiedade” em sua defesa da democracia. “É essa ‘dubiedade’ que, de fato, como disse o ministro Toffoli, ‘impressiona e assusta a sociedade brasileira’. Não é possível se dizer um democrata e, ao mesmo tempo, atacar a imprensa dia e noite, avisar que não cumprirá alguma decisão judicial e estimular movimentos golpistas, como fez e faz Bolsonaro. Também nada há de democrático quando um presidente diz que ‘o grande problema do momento’ são as manifestações pacíficas contrárias a seu governo, cujos participantes Bolsonaro, sem qualquer amparo na lei e no bom senso, já qualificou como ‘terroristas’. Segundo o presidente, ‘estão começando a colocar as mangas de fora’.”

A publicação também comenta a notícia de que pessoas ligadas à emissoras católicas pediram auxílio financeiro de Jair Bolsonaro em troca de uma cobertura mais “favorável” ao presidente. “Como Bolsonaro participa de atos em defesa de uma ditadura militar, quer armar a população, desdenha da Constituição e afronta sistematicamente os Poderes constituintes e a imprensa livre, o que esses vendilhões de templos midiáticos estão fazendo, quando propõem transmitir ‘a boa notícia’ do que seu governo está fazendo, em troca de dinheiro, é mais do que um pecado moral. É uma contribuição abjeta para um sistema de comunicação totalitário, sem redações e sem jornalistas, que se alimenta de sinopses laudatórias de um governante que, apesar de se apresentar como cristão, defende ditaduras e torturadores.”

Em outro texto, o jornal comenta sobre os projetos que instituem uma renda mínima para a população brasileira “Além da redução da pobreza, os apologistas da renda mínima costumam apontar a sua simplicidade administrativa em mercados de trabalho em rápida transformação. Uma renda permanente também garantiria aos cidadãos mais flexibilidade na gestão do trabalho, família e outras responsabilidades e interesses. Mas, além das preocupações dos críticos em relação a eventuais mudanças comportamentais – notadamente, que o auxílio reduza a motivação para buscar trabalho -, uma projeção realista mostra que sua implementação e, sobretudo, seu financiamento não seriam tão simples.”

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