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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quinta-feira, 11, editorial do Estadão discute uma eventual saída dos militares do governo Bolsonaro, mesmo que tal movimento pareça longe de acontecer. “Se fazia algum sentido o apoio a Bolsonaro no pleito de 2018, é de estranhar a permanência de militares da ativa e da reserva em cargos do governo federal, passado um ano e meio de mandato, tempo mais do que suficiente para o presidente mostrar quem, de fato, ele é. Jair Bolsonaro jamais comandou tropa e saiu do Exército em desonra. Personifica valores e comportamentos diametralmente opostos aos dos militares, como decoro, disciplina, respeito às instituições republicanas e reverência à Constituição.”

O jornal discute também o “anticientificismo” como marca de Jair Bolsonaro. “Um dos traços marcantes de líderes populistas como Jair Bolsonaro é o anticientificismo. Há duas razões essenciais para que seja assim. Primeiro, a origem da produção científica é sempre uma dúvida. Populistas só têm certezas. Segundo, o que move um cientista é o desejo genuíno de encontrar a verdade factual no seu campo de pesquisa. Nem sempre o discurso de um populista se coaduna com os fatos, sejam naturais, sejam sociais. Não raro, dá-se o exato oposto. Se dados sobre desmatamento cientificamente aferidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contradizem a convicção – ou o interesse – do presidente da República, às favas com os fatos. Se estatísticas de saúde pública sobre a covid-19 no Brasil apresentam números desconfortáveis para Bolsonaro, então que se mude a metodologia até que esses números caibam em suas maquinações eleitoreiras.”

Em terceiro editorial, a publicação trata dos recentes resultados positivos da Agropecuária brasileira. “Apesar da ação nefasta do presidente da República, a agropecuária continua vigorosa, a safra de grãos deve ser recorde e o agronegócio continua garantindo, com exportações crescentes, a segurança externa da economia brasileira. A produção de grãos deve atingir 250,54 milhões de toneladas na safra 2019/20, com aumento de 8,5 milhões de toneladas em relação à anterior. Mesmo com mudanças na atividade, o agro se mantém, até agora, como o único setor em crescimento, numa economia severamente abalada pela crise da covid-19. Mesmo com pressões e tentativas de intervenção da Presidência e de seu entorno, o Ministério da Agricultura permanece como uma das poucas ilhas de competência num arquipélago de despreparo e de incapacidade administrativa.”

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