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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

O editorial do Estadão nesta terça, 21, aborda a governabilidade da gestão Bolsonaro. “Nesse modelo bolsonarista, em que o governo não se dedica nem a montar uma base parlamentar sólida nem a negociar compensações em troca de apoio nas votações de sua agenda, a governabilidade fica à mercê da coincidência circunstancial de interesses entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Por ora funcionou, ao menos na pauta mais urgente da área econômica. A reforma da Previdência, por exemplo, foi aprovada com boa margem, mesmo sendo um tema eleitoralmente espinhoso. Outros projetos importantes patrocinados pelo governo, como a nova Lei de Licitações e a medida provisória da liberdade econômica, também passaram sem muita dificuldade. As lideranças políticas coincidem no diagnóstico segundo o qual há um clima favorável no Congresso a uma agenda de reformas econômicas, o que tem facilitado a tramitação de projetos nesse sentido”, diz um dos trechos.

Em outro editorial, analisa o contexto da abertura da Estação Antártica Comandante Ferraz. “A desinformação propagada pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, tampouco ajuda a reverter a má impressão que se tem da ligação tênue do governo federal com o progresso científico. Membro da comitiva que viajou à Antártida para a reinauguração da EACF, Pontes escreveu no Twitter que a base é “um grande projeto do governo Jair Bolsonaro, através (sic) da parceria entre a Marinha do Brasil, responsável pela estrutura e operações”, e sua pasta. Isto não é verdade. A reconstrução da EACF foi autorizada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e executada primordialmente no governo do ex-presidente Michel Temer”, diz trecho do texto.

Por último, fala do futuro do sistema tributário. “Juros baixos e reformas são importantes para destravar os investimentos privados, mas o País precisa de algo mais. Maior segurança quanto à intensidade e à duração do crescimento é indispensável como estímulo. Ganhos de eficiência dependem crucialmente de progressos na infraestrutura. Além disso, é cada vez mais urgente cuidar da atualização tecnológica e da qualificação do capital humano. O governo continua devendo respostas a todas essas questões”, conclui.