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por Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 15, analisa a situação econômica do Brasil diante da pandemia da covid-19. “Ao entrar na crise da covid-19, o Brasil já estava em situação bem pior que a da maior parte das economias emergentes e desenvolvidas. Seu desemprego era o dobro da média da OCDE, de 5,5% em março. Com o impacto da crise, a desocupação média nesse conjunto de países subiu para 8,4% em abril e continuou bem abaixo da taxa brasileira, superior a 11% da força de trabalho. Mesmo com algum ajuste técnico, a situação brasileira continuaria pior.”

Também aponta que o Tribunal de Contas da União cumpriu bem seu papel ao aprovar com ressalvas a prestação de contas do primeiro ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro. “O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do primeiro ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro. Em seu voto, o relator das contas do governo, ministro Bruno Dantas, apontou uma série de irregularidades que, em sua visão, “insinuam movimento de afrouxamento das regras fiscais”, o que é algo absolutamente indesejável. “Se as regras fiscais não se mostram viáveis, que sejam aprimoradas no processo legislativo apropriado. Enquanto vigerem, contudo, que sejam respeitadas, não apenas formalmente, mas em sua essência”, bem destacou o ministro.”

E cita o dado colateral provocado pela pandemia no sistema de saúde. “A OMS estima que 80 milhões de crianças com menos de um ano foram prejudicadas por rupturas nos programas de imunização, expondo-as a doenças como difteria, sarampo e pólio. No Brasil, enquanto a covid-19 avança, o sistema de saúde combate outros surtos infecciosos, como influenza, dengue e outros patógenos transmitidos pelo Aedes aegypti (como zika, chikungunya e febre amarela), além de outros vírus que pareciam superados, como o sarampo, cujo surto teve início no ano passado, com 18 mil casos, em razão do déficit de vacinação. Em 2019, nenhuma das vacinas para crianças de até um ano alcançou a meta. Desde 2016, o País não cumpre a meta de vacinação da tríplice viral (para sarampo, caxumba e rubéola). A pandemia deteriorou ainda mais este quadro.”