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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta terça-feira, 16, editorial do Estadão comenta sobre as reações tanto do ministro Luiz Eduardo Ramos, quanto de Jair Bolsonaro, que falam sobre outros poderes “esticando a corda” contra o Executivo. “Trata-se de golpismo escancarado. Ora, quem ‘estica a corda’, dia e noite, é o presidente da República. Na quinta-feira, dia 11, Bolsonaro incitou seus seguidores a invadir hospitais para verificar ‘se os leitos estão ocupados ou não’, pois, segundo o presidente, ‘tem um ganho político dos caras’, referindo-se aos governadores, a quem acusa de aumentar o número de mortos pela pandemia de covid-19 para responsabilizá-lo.”

O jornal comenta também sobre a entrevista de Mansueto Almeida sobre sua saída da Secretaria do Tesouro. “Democracia, segurança institucional, limites constitucionais e convencimento por meio do debate: estas ideias balizam e marcam a entrevista do secretário demissionário do Tesouro, Mansueto Almeida, publicada ontem no Estado. Conhecido como fiador do ajuste fiscal, em nenhum momento ele menciona números, embora se refira, naturalmente, à difícil condição das contas públicas e ao duro trabalho de arrumação nos próximos anos. Procura fortalecer – ou criar – uma expectativa de continuidade e de retomada normal da austeridade no pós-covid. Não deve haver, segundo ele, preocupação quanto ao seu sucessor. ‘O grande fiador do ajuste fiscal é o ministro Paulo Guedes’, assegura o secretário. Mas ele pouco fala sobre pessoas. Instituições são o foco de sua mensagem.”

Em outro editorial, o Estadão fala da questão do saneamento básico no Brasil, que preocupa, em especial em meio à pandemia de coronavírus. “Segundo dados do IBGE, 74,15 milhões de brasileiros (35,7% da população) vivem em domicílios sem acesso à coleta de esgoto, ou seja, em ambiente insalubre e vulnerável a doenças. Realidade especialmente preocupante é o fato de que 2,1% da população não dispõe de nenhuma forma de esgotamento sanitário. Isso significa que cerca de 4,4 milhões de pessoas fazem suas necessidades a céu aberto. Diante desse quadro, seria uma enorme hipocrisia – verdadeiro descaso com milhões de brasileiros – que o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus não incluísse a modernização do regime legal do saneamento básico, para atrair investimentos para o setor e assegurar um mínimo padrão de qualidade a respeito desse serviço essencial. Na vida civilizada não existe respeito à dignidade humana sem rede de água e de esgoto.”

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