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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão nesta quinta-feira, 17, trata da recente subida de tom de Jair Bolsonaro contra o STF. “À medida que o cerco judicial se fecha em torno das ilegalidades do movimento bolsonarista, com o avanço da investigação contra os camisas pardas das redes sociais e a quebra de sigilo bancário de parlamentares que integram a tropa de choque de Jair Bolsonaro no Congresso, o presidente da República demonstra crescente nervosismo – talvez por perceber que os rosnados bolsonaristas não têm sido suficientes para intimidar o Judiciário e fazê-lo dobrar-se a seu projeto de poder.”

Trata também da terrível situação do emprego brasileiro em maio. “Abril pode ter sido o mais cruel dos meses, nesta crise econômica, mas o mês de maio será lembrado pelo cenário angustiante do emprego. Desocupados seriam 10,9 milhões, na semana final do mês passado, pelo critério normal das estatísticas. Só entra na conta oficial do desemprego quem procura uma vaga e permanece na rua. Mas os tempos estão longe de qualquer normalidade. Milhões de trabalhadores carentes de ocupação nem saíram de casa. Foram forçados a ficar em resguardo, ou tiveram receio de contaminação, ou lhes faltou esperança de encontrar uma oportunidade em sua região. Somado esse grupo, chega-se a 36,6 milhões de pessoas, 30,2% da força de trabalho. Numa contagem mais adequada a tempos excepcionais, esse é o quadro dos desempregados. Nem os pesquisadores andaram de casa em casa. Trabalharam pelo telefone, como informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”

O jornal elogia também a  aprovação da medida provisória que trata da suspensão dos contratos de trabalho durante a pandemia. “A aprovação da medida era absolutamente necessária. Aproximadamente 12 milhões de brasileiros mantiveram seus empregos em meio à pandemia graças à MP 936, editada em abril. Em boa hora, os senadores também suprimiram do texto final alterações, feitas por alguns deputados, que nada tinham a ver com a matéria, os chamados “jabutis”. Algumas dessas mudanças, na verdade, eram reinserções de itens que constavam na MP 905, conhecida como “MP do Contrato Verde e Amarelo”. Ou seja, tratava-se de esperteza de alguns deputados para fazer valer uma MP que já havia caducado. Como as supressões feitas no Senado se limitaram a dispositivos que não deveriam constar na MP, o texto não precisa voltar à Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Assim, evitaram-se atrasos na extensão dos efeitos benfazejos de um programa que, como diz o nome, é emergencial no curso de uma crise sem precedentes na história recente.”

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