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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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A prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é tema de destaque entre os editoriais do Estadão desta sexta-feira, 18. O jornal defende que Jair Bolsonaro e seu clã tem muitas explicações a dar sobre o caso antes de considerá-lo “encerrado”. “Estamos diante de um emaranhado de suspeitas sombrias envolvendo a família do presidente da República e, talvez, o próprio mandatário. Sendo o sr. Jair Bolsonaro um presidente que foi eleito com a retumbante promessa de acabar com a corrupção e a desfaçatez no País, é lícito esperar que ele e seu filho tenham boas explicações para todas essas dúvidas que ora inquietam os brasileiros de bem.”

Ainda dentro da temática bolsonarista, o jornal discute também a estranha interpretação que a militância presidencial tem da “liberdade de expressão”. “Esse modo de interpretar a liberdade de expressão pelo bolsonarismo está levando o País a uma trilha perigosa. Ainda que no plano formal a democracia esteja intacta, no plano substantivo a Constituição vai sendo sistematicamente afrontada. Ministros da área jurídica afirmam, sem corar, que a “vontade do povo” está acima das instituições representativas e pedem investigações contra jornalistas. A cultura política baseada nas liberdades fundamentais vai sendo corroída por interpretações estapafúrdias. E as resistências às tentativas de acabar com a independência dos tribunais vão sendo minadas.”

De positivo, o Estadão realça o trabalho de startups, que em meio à crise são uma alternativa para diminuir a distância entre ricos e pobres. “Se o coronavírus impacta mais alguns grupos de risco – pessoas idosas ou com comorbidades -, a contração econômica precipitada por ele também atinge desproporcionalmente alguns segmentos sociais – pobres e jovens. A pandemia está agravando as desigualdades em todo o mundo. No Brasil, este impacto agudo atinge uma sociedade já vulnerada por mazelas crônicas. O País, um dos mais desiguais do mundo, com serviços públicos custosos e ineficientes, se recuperava a duras penas da pior recessão de sua história. Some-se a isso o clima de tensão permanente provocado por um presidente negacionista, cuja resolução de governar exclusivamente para seu eleitorado e barganhar acordos que garantam sua sobrevivência no cargo suscita constantes atritos com as instituições da República. Neste cenário, é alentador descobrir que o pioneirismo tecnológico da iniciativa privada pode pôr soluções para chagas sociais literalmente na palma de nossas mãos.”

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