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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste sábado, editorial do Estadão mostra preocupação com os rumos dados por Jair Bolsonaro para duas áreas essenciais: “O governo de Jair Bolsonaro, ao submeter a saúde e a educação do Brasil a seus propósitos deletérios, compromete o futuro de gerações. Essas duas áreas, mais do que quaisquer outras, são a essência da construção da cidadania. Um país de doentes e semiletrados jamais alcançará um patamar de desenvolvimento considerado satisfatório.”

Os sistemas de Saúde latino-americanos, e não só o do Brasil, também são tema de preocupação da publicação. “O colapso dos sistemas sanitários latino-americanos tomados de assalto pelo coronavírus expõe da maneira mais brutal o fato de que os países gastam pouco e gastam mal com saúde, obrigando os cidadãos que podem a consumir boa parte de sua renda com sistemas privados custosos, e aumentando a distância em relação aos desvalidos. Ainda tomará um tempo para o cômputo dos custos humanos, sociais e econômicos da covid-19, mas sem dúvida serão catastróficos, tanto mais que os altos índices de desigualdade e informalidade na região a vulneram mais do que acontece em outras partes do mundo. A radiografia da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – Um Olhar sobre a Saúde: América Latina & Caribe – expõe as escandalosas comorbidades da estrutura sanitária na região.”

O jornal também aproveita para comentar o patamar que se encontra nossa taxa básica de juros, a menor da série histórica. “Nada melhor que um novo corte de juros para acompanhar um novo tombo da economia, quando a reação imediata depende do Banco Central (BC). Cortados na quarta-feira, os juros básicos passaram de 3% para 2,25% ao ano, a menor taxa da série histórica. O serviço foi completado na manhã seguinte, quando a instituição publicou seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br). Em abril o indicador despencou 9,73%, chegou ao menor nível desde 2006 e ficou 15,09% abaixo do ponto registrado um ano antes. Em março havia caído 6,16%, refletindo o primeiro impacto da pandemia no consumo e na produção de bens e serviços. Divulgado mensalmente, o IBC-Br é usado como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), calculado a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números podem divergir, mas o cálculo do BC é geralmente um bom sinalizador do estado de saúde da economia e de sua tendência.”

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