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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O principal editorial deste domingo no Estadão fala a respeito de o Brasil ter atingido a sombria marca dos 50 mil mortos pela covid-19, o que chama de maior tragédia coletiva da história recente do País. “Nada haverá de apagar da memória nacional o fato de que, em apenas três meses de 2020, mais de 50 mil brasileiros morreram em decorrência da covid-19, centenas deles profissionais da área de saúde que atuavam na linha de frente do combate a essa nova e perigosa ameaça sanitária com a bravura e dedicação que os distinguem. De uma hora para outra, mais de 50 mil histórias de vida se tornaram impossibilidades antes que fosse possível assimilar em toda a sua inteireza o que uma tragédia como essa representará para o País no futuro”, lamenta o texto, dizendo que todas as outras perdas da pandemia, de econômicas a sociais, podem ser reparadas, menos essas.

O editorial faz ainda a imputação de responsabilidade política pela tragédia. “A sociedade deve aumentar significativamente o grau de exigência na escolha de seus governantes. Há bons e maus exemplos de políticas públicas adotadas pelas três esferas de governo durante a pandemia, mas houve aqueles que se revelaram líderes indignos da designação, aquém da altura de suas responsabilidades na condução de seus governados nesta hora grave, a começar pelo presidente da República. Jair Bolsonaro entrará para a história como o presidente que desdenhou da gravidade da pandemia, fez pouco-caso das aflições dos brasileiros e apequenou o Ministério da Saúde no curso de uma emergência sanitária.”

Em outro texto, o jornal faz a distinção entre liberdade de expressão e licença para o cometimento de crimes. “O julgamento da ação que questionava o inquérito das fake news foi também ocasião para reafirmar as liberdades e garantias constitucionais, diferenciando o que é liberdade de expressão e o que é ameaça ou incitação ao crime. Trata-se de um tema especialmente relevante nos tempos atuais. O presidente Bolsonaro e seus seguidores recorrem frequentemente a uma interpretação absolutamente equivocada das liberdades, como se estas autorizassem a agressão e a ameaça.”