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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 23, editorial do Estadão trata da “esperança” da indústria brasileira por dias melhores. “Esperança em alta é o indicador mais positivo da indústria, neste momento, depois da queda recorde em abril e de alguns sinais de recuperação em maio. Com menos operários nas fábricas e muitas máquinas ainda paradas, o setor trabalha com apenas dois terços – 66,2% – da capacidade instalada, segundo sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa ainda é uma prévia do Índice de Confiança da Indústria, mas os dados parecem confirmar uma retomada de fôlego. Com melhora em seus dois componentes, a avaliação do presente e a expectativa para os próximos três e seis meses, o índice geral subiu 15,7 pontos e chegou a 76,6. O salto de maio para junho foi um recorde. O humor, no entanto, continua longe de 100, a fronteira entre os territórios negativo e positivo.”

O jornal também recorda o aniversário de 75 anos da Organização das Nações Unidas (ONU). “Há 75 anos, após a pior guerra da História, 50 nações forjavam, nas palavras de Harry Truman, “uma unidade de determinação inabalável para pôr fim às guerras”. Ao contrário da sua predecessora – a Liga das Nações, cuja ascensão e queda após a Grande Guerra detonou outra maior -, a Organização das Nações Unidas (ONU) resistiu à guerra fria, ajudando a evitar a 3.ª Guerra. Mesmo a guerra entre países é rara, e suas Forças de Paz, com 100 mil recrutas de 120 países, servem em 13 missões protegendo 125 milhões de pessoas. Mas as guerras civis e catástrofes humanitárias nestes 75 anos mostram que a ordem mundial não só é abalável, como pode colapsar.

Ainda critica Jair Bolsonaro por sua sinalização de que gostaria de diminuir os valores do auxílio emergencial. “O presidente Jair Bolsonaro disse que o governo não tem como pagar mais duas parcelas de R$ 600 de auxílio emergencial para os trabalhadores que sofreram drástica perda de renda em razão da pandemia de covid-19. Segundo Bolsonaro, “a União não aguenta outro (pagamento) com esse mesmo montante”. Desse modo, o presidente confirma que não compreendeu a dimensão da crise que, quiseram os fados, lhe coube administrar.
Nenhum chefe de Estado digno do cargo que ocupa poderia sequer imaginar a hipótese de deixar à própria sorte milhões de concidadãos que repentinamente se viram privados de quase tudo por motivos alheios à sua vontade. E esses motivos não cessaram – muito ao contrário, como mostram os terríveis números do avanço da doença no País.”

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