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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste domingo, 28, editorial do Estadão fala do mercado de trabalho e como ele será afetado pela pandemia do coronavírus. “Em seu relatório O Mundo do Trabalho e a Covid-19, a OIT estima que só no segundo trimestre a perda em horas de trabalho será equivalente a 305 milhões de empregos. Mas um dos distúrbios mais perversos provocados pela pandemia é o impacto desigual sobre quem já padecia com a desigualdade. Antes dela, 7,1% dos trabalhadores viviam na extrema pobreza. Entre 2014 e 2017, a renda global do trabalho caiu de 53,7% para 51,4% em relação à renda do capital. Quase 40% da força de trabalho mundial está empregada em setores de alto risco e 107 países não reconhecem os direitos dos trabalhadores de se unirem em sindicatos. Só no primeiro mês da crise, a renda dos informais – frequentemente sem direitos trabalhistas e proteções sociais – encolheu 60%.”

O presidente Jair Bolsonaro é também tema de editorial. O jornal aponta que o desafio de superar o covid-19 no Brasil acaba sendo mais difícil por conta da condução do presidente da República. “A história é pródiga em exemplos de personagens menores que assumiram posições de comando em dadas circunstâncias e tornaram-se grandes ao mostrarem estar à altura da responsabilidade que passou a lhes pesar sobre os ombros. Jair Bolsonaro não corre esse risco. A ele a história reserva um lugar nada honroso por sua péssima condução do País durante a maior emergência sanitária deste século. O Brasil chora a morte de mais de 55 mil pessoas por covid-19 – sem contar a enorme subnotificação de casos – e não são poucas as autoridades sanitárias brasileiras e estrangeiras que alertam para o fato de que o País ainda não atingiu o pico de infecções pelo novo coronavírus. Ou seja, há semanas muito infelizes por vir antes que a pandemia mostre sinais de arrefecimento.”

Em terceiro texto, o Estadão trata da importância da inclusão por meio da Educação. “Os grandes desafios do nosso tempo – da revolução tecnológica à consciência ambiental e às ondas migratórias – já vinham acelerando movimentos tectônicos que, por um lado, criam oportunidades, mas, por outro, aprofundam fissuras. Um dos efeitos de crises agudas e globais, como a da covid-19, é expor as fragilidades das nossas sociedades, mas também despertar a consciência para suas necessidades mais essenciais. Com mais de 90% dos estudantes afetados pelo fechamento das escolas, ‘o mundo foi precipitado na ruptura mais sem precedentes da história da educação’, adverte o prefácio do Monitor Global – Inclusão e Educação da Unesco, uma massa de dados distribuídos por 450 páginas, mas que, no fim, convergem para justificar uma verdade simples: a inclusão não é apenas um imperativo econômico, mas moral, ‘é uma expressão da justiça, não da caridade’.”

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