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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta quarta-feira, 1, traz um balanço dos seis meses da pandemia de coronavírus que assola o mundo. “Apesar das advertências, o mundo se provou despreparado para o novo vírus. Ainda sob o risco de uma ‘segunda onda’, a comunidade global precisará robustecer seus sistemas de prevenção contra ameaças planetárias. ‘Este é um tempo para renovar nosso compromisso com a cobertura de saúde universal como pedra angular do desenvolvimento social e econômico – e para construir o mundo mais seguro, justo, verde e inclusivo que queremos’, concluiu Tedros Adhanom (presidente da OMS). ‘Nós já perdemos muito – mas não podemos perder a esperança.'”

O jornal critica também a posição de certos líderes do Centrão sobre o adiamento das eleições. “‘A beleza da democracia’, disse o deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, ‘é a capacidade que temos de convencer e ser convencidos pelo diálogo.’ De fato, o diálogo para superar divergências e alcançar consensos em torno do interesse nacional é a essência do regime democrático. No entanto, como parece óbvio, não é desse tipo de negociação que falava o parlamentar, um dos protagonistas do bloco de partidos a que se convencionou chamar de Centrão. Pois o deputado Marcos Pereira, até agora um dos principais opositores da ideia de adiar as eleições em razão da pandemia de covid-19, foi subitamente ‘convencido’ a mudar de ideia com ‘argumentos’ que têm escassa relação com o interesse nacional.”

Outro problema identificado pelo jornal é o rombo que o futuro presidente da República irá pegar ao assumir o cargo em 2023. “Uma péssima herança estará à espera de quem assumir a Presidência em 2023. Sua tarefa mais urgente será cuidar de um enorme buraco nas contas públicas e administrar uma dívida próxima de 100% do Produto Interno Bruto (PIB). Além de matar dezenas de milhares de pessoas e jogar a economia num buraco, a covid-19 pôs em xeque uma das principais ambições da equipe econômica: fechar o atual mandato com as finanças oficiais bem mais arrumadas. Daí o empenho em retomar o trabalho, em janeiro de 2021, limpando os escombros deste ano. Será um trabalhão, como se vê pelo último balanço do setor público: o déficit primário saltou de R$ 13 bilhões em maio de 2019 para R$ 131,4 bilhões um ano depois, segundo informe do Banco Central (BC).”

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