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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste terça-feira, 6, editorial do Estadão comenta sobre a atuação da ministra Tereza Cristina, da Agricultura. “‘O agronegócio não precisa da Amazônia’, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em mais uma resposta a quem culpa o setor pela devastação da maior floresta tropical do mundo. A defesa é correta, assim como a observação sobre os interesses comerciais – e sobretudo protecionistas – de muitos desses acusadores. A ministra, além disso, cumpre seu papel ao defender juros mais baixos, numa resposta indireta a comentários de banqueiros sobre a política ambiental. Sua fala seria mais completa, no entanto, se três fatos fossem reconhecidos: as queimadas têm aumentado, a orientação oficial favorece a destruição e o grande promotor dessa política é o presidente da República.”

Outro tema da publicação é a dificuldade do governo em encontrar um ministro da Educação. “Seja qual for o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o quarto titular do Ministério da Educação (MEC), em apenas um ano e meio de governo, ele quase certamente assumirá o cargo com pouca autoridade para liderar o desafio da reforma do combalido sistema educacional brasileiro. Entre outras razões porque, dados os critérios mais políticos do que técnicos que devem prevalecer em sua escolha, ele tem tudo para ser, mesmo que tenha a vontade de acertar, o que os repórteres e colunistas políticos de Brasília chamam de ‘relevo submarino’.”

O jornal também faz um alerta, em especial devido à reabertura de bares e restaurantes na cidade e São Paulo. “O problema é que controle é o que menos tem sido visto no processo de reabertura. Basta ver o que aconteceu no Rio de Janeiro no fim de semana passado, quando bares e restaurantes foram autorizados a reabrir. É um sinal de alerta para a capital paulista, cujos estabelecimentos voltaram a funcionar nesta semana. Ruas lotadas nas zonas sul e oeste da cidade, com vários pontos de aglomeração, mesas coladas umas nas outras, pessoas sem máscara falando alto e aspergindo seus perdigotos no ar. Um parque de diversões para o coronavírus. Fiscais da prefeitura do Rio fizeram o que deles se espera e acompanharam a reabertura. Foram insultados por um grupo de cidadãos incivilizados, alguns demonstrando a valentia típica dos ébrios, achando-se no direito de afrontar as leis e colocar seu próprio bem-estar acima do bem-estar coletivo porque acham que têm mais dinheiro, educação formal ou simplesmente são incapazes de compreender aspectos basilares da vida em comunidade. O bom cidadão é o que sabe equilibrar direitos e deveres.”

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