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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta sexta-feira, 9, o Estadão trata da ação do Facebook sobre contas ligadas a assessores de Jair Bolsonaro e seu clã. “É de suma importância o mais rápido esclarecimento das formas de atuação e, não menos importante, dos meios de financiamento dessa rede profissional de disseminação de fake news, ameaças e ofensas contra pessoas e instituições pátrias. Os efeitos daninhos dessa rede extrapolam o âmbito pessoal – o que é grave por si só – e comprometem o próprio viço da democracia brasileira ao falsear a opinião pública por meios insidiosos. A desinformação estabelece um debate público sob falsas premissas. Poucas coisas são mais antidemocráticas.”

Outro tema que o jornal dá destaque são os dados mais recentes do desemprego no Brasil. “Quando a pandemia atingiu o Brasil, a desocupação no País já estava bem acima dos padrões internacionais. No fim do ano a economia poderá estar mais ativa em todo o mundo, mas no Brasil as condições do emprego continuarão, quase certamente, muito piores que na maior parte dos países. No cenário mais pessimista, com uma segunda onda de covid-19, a média do desemprego poderá chegar a 12,6% no quarto trimestre de 2020, nos 37 países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo a nova projeção da entidade. No Brasil, projeções correntes apontam níveis próximos de 15%, talvez superiores, e com enormes taxas de informalidade e de subutilização de mão de obra.”

A escolha de datas do Enem, e os demais desafios da Educação são comentados em terceiro editorial da publicação. “Apesar de o MEC e o Inep terem conseguido destravar o impasse da realização do Enem, os demais problemas herdados pela inépcia de Weintraub e pela obsessão do governo de ver o ensino apenas como um campo de guerra ideológica permanecem sem solução à vista. Isso ficou explicitado no dia anterior ao do anúncio das novas datas da prova, quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou um documento com orientações para a volta às aulas presenciais em todo o País. Entre outras medidas, o CNE propõe que as escolas evitem reprovar alunos em 2020, para conter tanto a evasão como a retenção escolar em 2021, e que o início das atividades letivas no próximo ano seja antecipado. São medidas sensatas, endossadas pelos meios acadêmicos. Mas, para que possam ser implementadas, elas dependem da homologação de um Ministério que está acéfalo há mais de três semanas. E, por causa dessa acefalia, o Executivo também enfrentará problemas para aprovar o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que tem de ser votado pelo Congresso até dezembro, sob o risco de travar o funcionamento desse nível de ensino em 2021. “

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