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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste domingo, 12, o Estadão discute a necessidade da tolerância no debate público. Uma carta publicada na revista americana Harper’s e assinada por mais de 150 professores, escritores e artistas de renome mundial, entre eles, Francis Fukuyama, Noam Chomsky, Gloria Steinem, J. K. Rowling e Salman Rushdie alerta para o “clima de intolerância que se instalou por todos os lados”. “O texto oferece uma interessante reflexão sobre a chamada ‘cultura do cancelamento’. A carta relata perseguições que vêm ocorrendo em nome da justiça social: ‘Editores são demitidos por publicar materiais controvertidos, livros são removidos por suposta inautenticidade, jornalistas são impedidos de escrever sobre certos assuntos, professores são investigados por citarem livros de literatura durante a aula, um pesquisador é demitido por circular um estudo acadêmico revisado por pares’. E constata que, ‘quaisquer que sejam os argumentos relativos a cada caso em particular, o resultado tem sido estreitar constantemente os limites do que pode ser dito sem a ameaça de represália’.”

O jornal alerta também para o comportamento proativo que se impõe para que o mundo se previna para uma próxima pandemia. “Uma das poucas certezas sobre o coronavírus é que ele é um organismo que teve origem em algum animal. Em nosso tempo, a covid-19 pode ser a pior das zoonoses, mas não é a primeira e não será a última. São zoonóticas 60% das doenças infecciosas conhecidas – como aids, ebola, sars ou zika vírus – e 75% das doenças emergentes. As zoonoses estão aumentando à medida que crescem as populações humanas e suas interações entre si e com animais e ecossistemas. Mas até agora o combate tem sido mais reativo do que proativo. Como um primeiro passo para minimizar os riscos, o Programa de Meio Ambiente da ONU, em parceria com universidades, instituições de pesquisa e agências internacionais, elaborou o estudo Prevenir a próxima pandemia: Doenças zoonóticas e como quebrar a cadeia de transmissão.”

O jornal trata, por fim, do “vácuo” de ação do presidente Jair Bolsonaro durante a crise, resultante de seu descaso com a gravidade coronavírus, e destaca a atuação do Congresso no período. “Nesta hora grave, aos aspectos formais da liderança se soma o valor intangível do reconhecimento dos cidadãos na plena capacidade de seu presidente para uni-los e liderá-los durante um momento tão difícil. Desde o início do mandato, o presidente Jair Bolsonaro tem se mostrado muito distante dessas duas dimensões da Presidência da República. Até aqui, parece alheio à sua responsabilidade de governar o País, voltado que está para questões menores que dizem respeito aos grupos setoriais que lhe dão apoio e à família. Um interino segue à frente do Ministério da Saúde há mais de 50 dias, a despeito do fato de o Brasil ser um dos países mais duramente atingidos pela pandemia de covid-19. Nada mais distante de um esboço de governo do que este fato.”

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