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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta segunda-feira, 13, o Estadão trata dos riscos da política de proteção ambiental e retórica do presidente Jair Bolsonaro ao agronegócio brasileiro. “Batendo mais um recorde, o Brasil deve atingir 251,4 milhões de toneladas na atual safra de grãos, segundo o Ministério da Agricultura. Serão 3,9 toneladas por hectare, se confirmada a nova estimativa. Em 15 anos a produção por hectare aumentou 63,4%. Com base na ciência, na difusão de tecnologia e no trato eficiente do solo, o agronegócio brasileiro produziu volumes crescentes de alimentos e matérias-primas poupando terra e preservando o ambiente. Esse é o agronegócio relevante, competitivo e presente em mercados de todo o mundo. Comprometido com a preservação de florestas, sua imagem tem sido, no entanto, manchada por grileiros e aventureiros criminosos, favorecidos pela péssima política ambiental do governo e por sua retórica irresponsável.”

O jornal aborda também gargalos da política educacional no País pela análise de dois estudos recentes: o relatório do 3.º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional da Educação (PNE) até 2024 e uma avaliação das propostas do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Sobre o primeiro, o jornal diz: “Além dos números, a tragédia educacional é evidenciada pelas declarações desencontradas do governo. Tentando encontrar uma desculpa para a inépcia do governo, o secretário executivo do MEC, Antonio Vogel, atribuiu o baixo desempenho da pasta à falta de recursos orçamentários e a problemas enfrentados na transferência de recursos para Estados e municípios. ‘O MEC tem poder indutor e ele se enfraqueceu diante da situação fiscal que o País vive’, disse ele. Contudo, acabou sendo atropelado pelo próprio presidente da República, que, no mesmo dia, ao conversar com apoiadores no Palácio da Alvorada, foi taxativo. ‘A educação está horrível no Brasil’, afirmou, sem reconhecer sua parcela de culpa por esse cenário.”

O jornal alerta, por fim, sobre as demandas do mercado e da sociedade por empresas sustentáveis. “Nos últimos anos o interesse pelo capitalismo sustentável cresceu rapidamente. Em 2018, o setor de investimentos em ESG (práticas corporativas Ambientais, Sociais e de Governança, na sigla em inglês) foi estimado em cerca de US$ 31 trilhões. Em fevereiro, fundos focados em ESG atraíram mais de US$ 70 bilhões em ativos. Mas, assim como no início da pandemia falou-se no dilema entre salvar vidas e salvar empregos, fala-se agora no dilema entre salvar empresas e salvar o meio ambiente. Mas, tal como aquele, este é um falso dilema.”

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