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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quinta-feira, 15, editorial do Estadão trata da falta de ações do governo durante a pandemia. E elogia as ações da sociedade civil contra o coronavírus. “Para poder dizer que lidou minimamente bem com os desafios impostos pela pandemia, o governo do presidente Jair Bolsonaro também precisaria mostrar capacidade de antever os impactos vindouros da covid-19 em diversas áreas, definir objetivos claros e alinhados ao interesse nacional para cada uma delas e mobilizar as forças da sociedade, em constante diálogo com o Congresso Nacional, em torno de projetos que preparem o Brasil para um futuro de desenvolvimento econômico e social sustentável. E isto, claro, sem descuidar de outras pautas igualmente importantes para o País. O que se vê, no entanto, é o oposto, a quase inação, como se a covid-19 fosse desaparecer num passe de mágica e com ela seus efeitos.”

A publicação também demonstra preocupação com os números da evasão escolar. “O mais alarmante, contudo, é que os problemas da defasagem e da evasão escolar devem aumentar ainda mais. Entre outros motivos, porque as pesquisas em andamento sobre o impacto da pandemia de covid-19 sobre crianças e jovens já detectaram que 28% pensam em não voltar para a escola quando acabar o confinamento e 49% dos estudantes que planejam fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cogitam desistir da prova. Além disso, desde o início do governo Bolsonaro a área de ensino básico está praticamente abandonada pelo Ministério da Educação (MEC).”

A retomada da economia, que promete ser com muitas baixas, é tratado em terceiro editorial. “Aumentam as falências, um dos piores efeitos econômicos da pandemia, enquanto a atividade se recupera, ainda lentamente, do primeiro impacto da nova crise. Também nos mercados, sobreviver é uma vitória para ser comemorada, especialmente quando falta à maior parte das empresas o acesso ao crédito, respirador reservado a clientes de primeira classe. O cenário da reativação combina áreas de luminosidade e zonas de escuridão e incertezas. No lado mais claro, a visão da retomada inicial é enriquecida com novos detalhes. Um dos componentes positivos é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Segundo esse indicador, a produção cresceu 1,31% em maio, depois de ter encolhido 6,14% em março e 9,45% em abril.”

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