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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta quinta-feira, 30, comenta sobre a carta assinada por mais de uma centena de bispos brasileiros preocupados com os rumos do governo de Jair Bolsonaro. “Os bispos declaram-se estarrecidos com o ‘apelo a ideias obscurantistas’; os ‘grosseiros erros’ na educação e meio ambiente; a repugnância ‘pela liberdade de pensamento e de imprensa’; a ‘desqualificação das relações diplomáticas com vários países’; a insensibilidade ‘para com os familiares dos mortos’; e especialmente a ‘omissão, apatia e rechaço’ a populações vulneráveis, como as indígenas. Eles reprovam ainda a associação ‘perniciosa’ entre religião e poder no Estado laico, e em particular os grupos fundamentalistas e autoritários empenhados em ‘manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, e criar tensões entre igrejas e seus líderes’.”

O jornal aproveita  para falar das rusgas entre a PGR e a Lava Jato. “O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou que a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba dispõe de dados de 38 mil pessoas sem que se saiba como foram colhidos e como são usados. Segundo Aras, o volume de informações armazenadas à disposição da Lava Jato alcança incríveis 350 terabytes, enquanto todo o sistema único do Ministério Público Federal guarda 40 terabytes. O procurador-geral acrescentou que a Lava Jato mantém 50 mil documentos ‘invisíveis à Corregedoria-Geral’ do Ministério Público.”

O teto de gastos é tema de terceiro editorial. “O nível do debate público no País estaria em patamar mais civilizado se as discussões sobre os mais variados temas de interesse nacional fossem pautadas por argumentos que, embora divergentes, estivessem mais amparados na verdade factual do que na gritaria dos que têm como único objetivo ter o ‘domínio da narrativa’. A promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, a chamada PEC do teto dos gastos públicos, durante o governo do presidente Michel Temer, é um bom exemplo. À época, os que eram contrários ao marco democrático alardearam aos quatro ventos que a PEC iria ‘acabar com os investimentos na área da saúde’. Há quem sustente isso ainda hoje. Nada mais falacioso.”

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