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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 3, trata do novo perfil socioeconômico dos calouros da USP. “Quatro anos após ter adotado o primeiro plano de cotas sociais e raciais de sua história, a Universidade de São Paulo (USP), a maior do País, atingiu em 2020 as metas de inclusão social previstas, com um corpo discente integrado mais por estudantes oriundos de escolas públicas do que do ensino privado. Além disso, a instituição vem aumentando significativamente o número de alunos autodeclarados pretos, pardos e indígenas em seus cursos de graduação.”

Também trata das lições que a pandemia deve deixar para a economia mundial. “Devastadora como o vírus, a recessão espalhou-se com rapidez, jogou o mundo rico num grande buraco e travou o comércio global no trimestre recém-terminado. Na maior potência do mundo, os Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre foi 9,5% menor que o do primeiro, segundo a primeira estimativa oficial. Na União Europeia a queda foi de 11,9%. Na zona do euro o tombo foi de 12,1%, com resultados muito mais feios em alguns grandes sócios, como a França (-13,8%) e a Espanha (-18,5%). No Brasil, estimativa preliminar do governo, divulgada no meio de julho, aponta um recuo trimestral de 7,5% no período de abril a junho, mas a atualização oficial das contas nacionais só deve sair em 1.º de setembro. Em relação aos mesmos três meses do ano passado a perda foi de 9,3%, de acordo com o mesmo cálculo provisório.”

E aponta o governo como um fator que dificulta a retomada pós-pandemia. “A equipe econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro insiste na criação de impostos de duvidosa eficácia para o funcionamento da economia, sob o pretexto de desonerar a folha de pagamento das empresas, mas pouco tem feito para modernizar o sistema de recolhimento de tributos, para torná-lo menos burocratizado e mais simples. Por isso, as empresas acabam sendo obrigadas a desviar para atividades-meio recursos que poderiam ser aplicados em suas atividades-fim, aumentando sua produtividade. Em média, elas gastam até 34 mil horas por ano só para calcular e pagar impostos e taxas, preencher as chamadas obrigações acessórias e acompanhar a fiscalização.”