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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O Estadão desta terça-feira, 3, discute a queda na qualidade de vida da população brasileira provocada pela pandemia de coronavírus. E questiona o que Jair Bolsonaro tem feito para minimizar esse impacto. “O padrão de vida piorou com a pandemia, responderam 54% dos consultados pelo Instituto Locomotiva. Quase dois terços desse grupo – 64% – estimaram levar mais de um ano para retomar o padrão anterior à covid-19. A pesquisa, solicitada pelo Estado, mostra em números alguns dos efeitos de uma das maiores crises sociais do último meio século. Além disso, deixa mais clara a real dimensão da tarefa imposta ao governo. Além de planejar e conduzir a reativação dos negócios e a retomada do emprego, a equipe econômica deverá promover a recuperação das condições de vida dos mais afetados pela crise e, ao mesmo tempo, reiniciar o conserto das finanças públicas. Será um trabalho tecnicamente complicado e, quase certamente, dificultado pelas preocupações políticas e pessoais do presidente Jair Bolsonaro.”

Outro fantasma recente do presidente da República, a recriação da polêmica CPMF, é tema de segunda editorial. “É essa a grande, talvez única, preocupação de Bolsonaro. O presidente entende tanto de impostos quanto de física quântica. Não tem ideia do que propor para financiar o Estado – só vive a repetir que ‘o povo’, sempre ele, ‘não aguenta mais’ tantos tributos. Agora, no entanto, há um imperativo: Bolsonaro parece ter afinal entendido que somente a volta de alguma variante da CPMF será capaz de viabilizar o programa Renda Brasil, substituto vitaminado do Bolsa Família, grande aposta do presidente para angariar clientela eleitoral nas regiões pobres do País.”

O caminho que parece trilhar o debate público as vésperas da eleição de 2020 também é assunto. “Faltam pouco mais de três meses para o primeiro turno das eleições municipais – que, em razão da pandemia, será no dia 15 de novembro – e delineia-se o agravamento de um cenário especialmente ruim para o eleitor e para o País: a escolha de prefeitos e vereadores centrada em critérios negativos. Em vez de ser uma oportunidade para debater propostas e projetos para cada município, as eleições se tornam um palco no qual a tarefa primordial de cada candidato é se opor a outros grupos ideológicos. Tal quadro é especialmente grave porque suas consequências não se limitam às eleições de 2020. O resultado das urnas deste ano moldará de forma especialmente acentuada a disputa de 2022.”

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