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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta sexta-feira, o Estadão relaciona o desejo de reeleição de Jair Bolsonaro com a atual taxa básica de juros do Brasil. “A campanha eleitoral, atividade principal do presidente Jair Bolsonaro, é uma das principais ameaças à manutenção de juros baixos. O custo do dinheiro depende da condição e das perspectivas das contas públicas, fatores sempre em risco, no Brasil, quando se trata de caçar votos e atender a interesses de aliados e de eleitores. Ao lado do presidente, e também contra ele, muita gente participa desse jogo, mas a caneta presidencial tem peso diferenciado nessa disputa. O risco político é a preocupação mais visível no comunicado emitido pelo Banco Central (BC), no começo da noite de quarta-feira, para anunciar a redução da taxa básica de juros para 2% ao ano.”

O jornal também relembra dos 75 anos do ataque contra Hiroshima, no Japão. “Há 75 anos erguia-se sobre o céu de Hiroshima uma rosa nuclear, imprimindo indelevelmente no imaginário global o pavor da hecatombe. Até que, após 13 dias de pânico na crise dos mísseis de Cuba de 1962, a comunidade internacional, aliviada, ratificou, em 1970, o Tratado de Não Proliferação Nuclear, e EUA e União Soviética logo pactuaram os Tratados de Mísseis Antibalísticos e de Redução de Armas. Mas, no mundo multipolarizado e volátil do século 21, alguns dos principais pilares da segurança nuclear estão desmoronando. Recentemente, a subsecretária-geral da ONU para o desarmamento, Izumi Nakamitsu, constatou que o risco de uma detonação nuclear está ‘no seu auge desde o pico da guerra fria’.”

Em terceiro editorial, é discutido a necessidade de uma “maior noção de cidadania” no pós-pandemia. “O cidadão grego era alternadamente um soldado, servidor, legislador, juiz e administrador, dedicado em tempo integral ao interesse público. Mas a cidadania era o privilégio de uma minoria definida por gênero, raça e classe. Roma, em seus inícios, era similar, mas à medida que a cidade se alargava em um império, a cidadania foi gradualmente estendida. Indivíduos de diferentes etnias, culturas e religiões podiam se dedicar aos seus interesses privados em igualdade de condições sob leis comuns, mas em contrapartida eram alheios à deliberação e execução destas leis. Construída sobre estes protótipos, a cidadania nos Estados nacionais modernos herdou deles esta tensão entre proteção legal e participação política – entre o cidadão como recipiente passivo de garantias individuais e como membro ativo da gestão pública.”

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