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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 10, aborda a carência por educação cívica no País. “É claro que a dimensão da crise pegou todos de surpresa, aqui e no resto do mundo, mas é fato também que o Brasil foi um dos poucos países que menosprezaram a pandemia até que esta se tornasse o pesadelo que é hoje. O próprio presidente Jair Bolsonaro, como se sabe, continua a fazer pouco da doença, ainda que ele mesmo seja uma de suas vítimas. O fato de que o Brasil não tem ainda um ministro da Saúde efetivo e de que o governo trocou duas vezes o titular da pasta durante a pandemia, por mero capricho do presidente, é reflexo desse comportamento irresponsável. Restou aos Estados e municípios agirem por conta própria, sem a necessária coordenação federal, gerando confusão e em muitos casos agravando a crise.”

Também trata da posição que o Supremo deve adotar em relação ao caso do dossiê feito pelos Ministério da Justiça. “Nada menos cabe no espantoso caso da recusa do ministro em dar explicações claras ao STF, conforme demandado pela ministra Cármen Lúcia, sobre a existência de um documento sigiloso produzido por um órgão do Ministério da Justiça a respeito de 579 servidores públicos federais e estaduais, entre professores universitários e policiais, identificados como integrantes de movimentos antifascistas.”

E cita a manobra que o governo tenta fazer para burlar o teto de gastos. “O Tribunal de Contas da União (TCU) avisou o governo federal que não permitirá manobras que resultem na burla do teto de gastos para obter verbas com destinação estranha ao que está definido no Orçamento regular e mesmo no chamado “orçamento de guerra” – criado justamente para permitir dispêndio fora do teto com o intuito de minorar a crise resultante da pandemia de covid-19.”