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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta terça-feira, 10, editorial do Estadão trata da contradição entre o discurso de Hamilton Mourão e o do governo do qual ele faz parte. “Com palavras civilizadas, incomuns na atual diplomacia brasileira, o vice-presidente Hamilton Mourão discursou como representante de um governo imaginário, ao participar de evento ibero-americano organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele pode ter manifestado suas ideias, ao falar em compromisso com ‘parâmetros globais de sustentabilidade’ e com o multilateralismo, mas esses valores têm sido rejeitados, de forma persistente, pelo presidente Jair Bolsonaro e por vários ministros. A noção de uma ordem multilateral é hoje igualmente execrada no Palácio do Planalto e na Casa Branca, endereço do guia e modelo do principal mandatário brasileiro.”

Em segundo editorial, o jornal discute os cheques que teriam sido depositados por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro. “É preciso uma explicação muito diferente das que foram apresentadas até agora sobre o relacionamento da família Bolsonaro com o ex-policial militar Queiroz. Desde que foi revelada, no segundo semestre de 2018, a investigação envolvendo movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz e os Bolsonaros, o que se ouviu foram relatos pouco convincentes que, com o passar do tempo, se mostraram insustentáveis. Bastou vir uma nova informação sobre o caso para que a explicação anterior se tornasse inverossímil. O País não merece versões parciais, especialmente de quem chegou ao Palácio do Planalto prometendo combater a corrupção.”

A situação no Líbano é tema de terceiro editorial. “A explosão de quase três mil toneladas de nitrato de amônio em um armazém do porto de Beirute, na terça-feira passada, continua provocando fortes ondas de choque, mas agora os de natureza política. Passadas as primeiras 48 horas do desastre, tempo em que os libaneses se ocuparam de prantear seus mortos, cuidar dos feridos e limpar os escombros da capital do país, registraram-se ferozes protestos contra o governo, tido pela população como o principal responsável pela maior catástrofe já ocorrida no Líbano em tempos de paz. A explosão matou 160 pessoas, feriu 6 mil e deixou cerca de 300 mil desabrigadas, além dos desaparecidos.”

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