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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Nesta quarta-feira, 12, editorial do Estadão comenta a mudança de postura de Eduardo Pazuello após o Brasil atingir 100 mil mortos por coronavírus. “Primeiro, Pazuello precisa esclarecer o emprego do pronome ‘nós’. ‘Nós’ quem, ele e o presidente Jair Bolsonaro? Ainda estão frescos na memória dos brasileiros os motivos que levaram o presidente a demitir os dois antecessores de Pazuello no Ministério da Saúde. Tanto Luiz Henrique Mandetta como Nelson Teich perderam o cargo porque defendiam posições opostas às de Jair Bolsonaro para o bom enfrentamento da emergência sanitária, em especial a ênfase no isolamento social. Quando o ministro interino passa a defender publicamente essa política, ou Bolsonaro mudou de opinião ou Pazuello está com os dias contados na Esplanada.”

Em segundo editorial, o jornal trata do problema ambiental que assombra o País. “O desmatamento explodiu na Amazônia. Pelas projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no final de 2020 a taxa deverá superar 13.100 km², um crescimento de 186,5% em relação a 2012, quando o desmatamento foi reduzido para a menor taxa da história, 4.571 km². No Pantanal, as queimadas atingiram o maior índice em mais de 20 anos. Enquanto isso, o volume de recursos dos fundos internacionais alocados no Brasil segue em queda livre. O País chegou a ter uma fatia de 2,5% das carteiras globais em 2009. Mas em junho, segundo a consultoria EPFR Global, o volume encolheu para 0,18%, o menor desde 2001. O governo, contudo, não se emenda.”

A decisão do Copom em manter a taxa de juros baixa no Brasil é tema de terceiro editorial. “Se ninguém atrapalhar, os juros básicos serão mantidos em níveis historicamente baixos por longo tempo, favorecendo a reativação econômica e facilitando a gestão da enorme dívida pública. Novos cortes até poderão ocorrer, mais moderados e mais espaçados, 

. Nessa reunião, na semana passada, a política de estímulo ao crédito foi reforçada com mais uma redução da taxa básica, a Selic, de 2,25% para 2% ao ano. Mas o risco de alguém atrapalhar é concreto. As principais ameaças estão associadas a interesses do presidente Jair Bolsonaro, de seus aliados e também de outros grupos atuantes no Congresso Nacional.”

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